Bookmaker artbetting.co.uk - Bet365 review by ArtBetting.co.uk

Bookmaker artbetting.gr - Bet365 review by ArtBetting.gr

Germany bookmaker bet365 review by ArtBetting.de

Premium bigtheme.net by bigtheme.org

Palhatiko – 10 anos a espalhar alegria!!!

Paulo Araujo 9 Agosto, 2014 0
Palhatiko – 10 anos a espalhar alegria!!!
Entrevista com o palhaço de Rio Maior

Luís Sequeira é um nome que pode passar despercebido a alguns riomaiorenses, mas certamente que Palhatiko é conhecido por todas as crianças do concelho de Rio Maior. Luís Sequeira é o homem que veste a pele de palhaço ao qual deu o nome de Palhatiko já lá vão 10 anos.

Considerado em 2008, num concurso realizado na Póvoa do Varzim, um dos cinco melhores palhaços portugueses, Palhatiko foi ainda galardoado nesse evento com o prémio artista revelação.

Entretanto, para assinalar estes primeiros 10 anos de carreira Luís Sequeira tem programado para o próximo dia 30 de Agosto um grandioso espetáculo intitulado “Café Cão Circo” que irá ter lugar na sede da Oficina de Artistas “Quem Não tem Cão”, no Edifício Cinema Casimiros, em Rio Maior, e onde irão estar alguns dos nomes sonantes da arte circense, tanto a nível nacional como internacional.

O Comércio & Notícias foi conhecer melhor o Palhatiko e porque uma entrevista a um palhaço é sinónimo de boa disposição, aqui fica o resultado deste trabalho:

10588771_814521421915541_790160251_n

C & N – Palhatiko quando e onde tudo começou?

P – Por incrível que pareça a minha carreira começou em Chãos – Alcobertas e de uma forma um bocado sem querer porque eu não sou daquelas pessoas que dizia desde pequenino que queria ser palhaço quando fosse grande, tanto que já comecei com 25 anos.

Começou em Chãos porque em determinada altura uns amigos que eu tenho de uma empresa chamada Dinâmicas Naturais, que são o Paulo Gil e o Gonçalo Neto, estavam a iniciar um projeto nessa aldeia e convidaram-me para fazer parte de um grupo de trabalho dentro dos malabarismos e animação. Na altura não percebia nada daquilo, não sabia nada de palhaço nem de malabarista. Ensaiávamos uma vez por semana e eu entusiasmei-me tanto que a determinada altura comecei a procurar escolas em Portugal. Encontrei o Chapitô que tinha uns cursos pós-laboral e então tive 3 anos em Lisboa a frequentar esses cursos pagos, e pronto a partir daí foi o meu lançamento por assim dizer do palhaço em si. Porque ser palhaço não é dizer: “Olha a partir de hoje sou palhaço”. Começa-se a ser palhaço quando se entra dentro deste mundo e eu assinalo os 10 anos de carreira a começar nesta altura em que eu comecei a ir para Chãos, foi aí realmente que tudo começou.

C & N – Quer dizer que és palhaço por “acidente”?

P – (Rsss) Sim, sou um bocado palhaço por “acidente”, mas depois comecei a gostar mesmo disto e a aperceber-me que era um objetivo que eu iria ter para a minha vida. Felizmente tem corrido bem.

C & N – Sentes-te realizado?

P – Bastante realizado mesmo.

C& N – Nunca surgiu a oportunidade de trabalhares num circo?

P – Sim já eu é que não aceitei. Existem dois tipos de circo que é o circo tradicional e o novo circo (soleil). O meu palhaço é mais um palhaço do novo circo porque também já apanhei uma geração mais moderna. Gosto muito do circo tradicional mas não é uma coisa que eu tivesse em mente fazer quando comecei a criar o meu boneco do palhaço.

C & N – Um palhaço é por natureza uma pessoa alegre?

P -Sim, um palhaço é por natureza alegre porque usa uma ferramenta essencial no seu trabalho que é a “estupidez honesta” (rsss). Aliás quando alguém vai ver um espetáculo de palhaços ja vai com ideia na sua cabeça que se vai divertir e soltar umas gargalhadas. Depois cabe ao palhaço saber usar essa mentalidade que ja está incutida na cabeça das pessoas e conseguir tirar o maior proveito possivel dessa situação.

 10589853_814521468582203_1164683134_n

C & N – Nunca te aconteceu sentires que não estás com disposição para realizares determinado espetáculo?

P – Sim, claro que sim. Um palhaco é uma pessoa normal, todos temos os nossos dias bons e maus. No meu caso ja me aconteceu algumas vezes mas quando eu visto a personagem do palhaço sou automaticamente transportado para um mundo à parte em que os problemas do dia-a-dia sao colocados de lado, acaba ao mesmo tempo por se tornar um escape e já sei que durante aquelas horas em que vou ser palhaço só vou pensar nas brincadeiras e trapalhadas que vou fazer para conseguir arrancar os sorrisos às crianças e aos adultos. Eu costumo dizer que um palhaco é como uma aspirina só que funciona muito mais depressa. Neste caso em particular eu consigo ser a minha propria aspirina!

C & N – A personagem do Palhatiko não se resume apenas à imagem de um palhaço. Para além de palhaço fazes outras coisas não é verdade?

P – Sim para além de palhaço faço malabarismo, magia, monociclo e andas. Costumo dizer que não sou bom em nada mas faço um bocadinho de tudo (rsss). Isto porquê? Porque o palhaço é o único artista do circo, e falando do circo em geral, seja novo ou tradicional, que tem de obrigatoriamente saber fazer um bocadinho de tudo para poder brincar com todas as situações que acontecem no circo. Por exemplo um trapezista é só trapezista, pode até saber fazer outras coisas mas quando apresenta é só aquilo e o palhaço não. O palhaço tem de ser um bocadinho trapezista, malabarista e mágico. Por isso acabei por aprender a fazer um bocadinho de tudo.

10576846_814521455248871_1724315761_n

C & N – Já tiveste um espetáculo cujo título era “O palhaço que queria ser mágico”. Queres falar sobre ele?

P – Esse palhaço já foi bastante rodado em Portugal, felizmente já consegui correr o país inteiro. O Chapitô abre muitas portas, aliás o meu professor no Chapitô é que me começou a incutir o espetáculo. Tive a felicidade, quando terminei o curso, de ele querer que eu trabalhasse com ele num espetáculo chamado Quarta Fantasia e que com a minha entrada passou a chamar-se Quarta Fantasia Mix. Passado algum tempo ele virou-se para mim e disse: “Luís tu estás mais que preparado e apto para lançar o teu espetáculo”. Nessa altura o Paulo Gil das Dinâmicas Naturais começou a vender espetáculos de palhaços essencialmente pelo Natal, e fez-me um desafio: “Eu estou a vender espetáculos para as Caldas da Rainha, se tu tiveres o teu espetáculo montado nós apresentamo-lo lá”. E isso também me foi dando aquela motivação que faltava para completar o espetáculo. O espetáculo em si eu já o tinha mais ou menos delineado mas tendo aquele pressing a dizer “olha tens de ter o espetáculo pronto até ao dia tal” acabou por motivar ainda mais. Acabou depois por ser um work in progress porque não estava a 100% ainda, depois vai-se experimentando, e é fazendo espetáculos que nós vemos se as coisas estão a resultar bem ou não até ficar bem definido.

C & N – Tens tido muitos espetáculos?

P – Sim, ainda agora estive na Semana dos Palhaços em Évora pelo segundo ano consecutivo, estive também no Góis Arte, em Góis, como artista convidado, onde fiz duas galas. Dentro destes festivais de palhaços, que não há muitos cá em Portugal, eu já cheguei a uma altura em que sou um dos artistas convidados para participar nas galas ou dar workshops. Felizmente o meu nome já circula bastante de norte a sul de Portugal.

10601160_814521435248873_1664768255_n

C & N – O que te dá mais gosto num espetáculo?

P – Sem dúvida que é a alegria das crianças. Ser palhaço não é só chegar ali fazer as pessoas rir e ir embora. Eu moro aqui em Rio Maior e noto que tenho um grande impacto na vida das crianças, digamos que eu tenho um mini clube de fãs que cada vez que eu apresento um espetáculo ao público eles fazem questão de lá estar, e quando eu vou a casa dessas crianças algumas vão me mostrar o quarto delas onde têm lá uma fotografia minha com eles na mesa-de-cabeceira. É muito gratificante sentir o carinho que eles têm por mim e o que eu represento para eles, sem dúvida que isso dá uma alegria enorme. Dá-me gosto ver a reação do público, principalmente as crianças, porque os meus espetáculos são mais direcionados para elas. Claro que os adultos também gostam, toda a gente gosta porque cada vez que há um palhaço é sinónimo que vai haver alegria e risadas. É o público que me motiva a tentar fazer cada vez melhor.

C & N – Nunca te aconteceu ires na rua sem ser trajado de palhaço e uma criança dizer “Vai ali o palhaço”?

P – Sim já (rsss). Tenho algumas situações engraçadas, numa delas eu tinha acabado de fazer um espetáculo numa escola em Rio Maior onde estavam muitas crianças. Cerca de duas horas mais tarde ia a passar na Avenida Paulo VI e ia uma criança com a mãe e diz-lhe “Ó mãe está ali o palhaço, olá palhaço, olá palhaço!” E eu virei-me para o miúdo e disse-lhe adeus. A mãe como não tinha visto o espetáculo, ficou toda aflita e disse: “então estás a chamar palhaço ao senhor?”. “Mas mãe ele é palhaço”, disse a criança. Tive então de me dirigir à senhora e dizer que na realidade eu era palhaço e que tinha estado na escola do seu filho naquela tarde.

São situações engraçadas que acontecem. Já quando vou buscar o meu filho à escola aquilo é um caos porque os miúdos vêm todos ter comigo “olha o Palhatiko”, e depois eu digo “dá cá mais 5, dá um abraço, dá cá um passou bem, dá cá um beijinho”, é uma alegria enorme. O meu filho às vezes até me diz: “Pai estou aqui!” (rsss). É engraçado a reação das crianças.

C & N – Que espetáculo vamos ter para assinalar os teus 10 anos de carreira?

P – No dia 30 de Agosto quero fazer um espetáculo diferente aqui em Rio Maior uma vez que tenho muitos conhecimentos a nível de palhaços e de artistas de todo o tipo dentro das artes circenses em Portugal. Lembrei-me de fazer uma espécie de um cabaré com vários artistas que irão apresentar um número de dez, quinze minutos e faz-se assim uma apresentação variada dentro de vários tipos de palhaços. Eu estou muito entusiasmado com isto e espero que vá correr muito bem. Vamos ter palhaços internacionais, inclusive um palhaço argentino, vamos ter também um ou dois palhaços da Operação Nariz Vermelho que fazem um trabalho fenomenal.

C & N – Qual é o preço das entradas?

P – Vamos por um preço simbólico de 1 euro por pessoa. Todos os artistas se disponibilizaram a vir cá gratuitamente à minha festa, mas como eu não quero que eles percam dinheiro para me vir ajudar as entradas irão reverter para fazer face às deslocações, para que não tenham de gastar dinheiro do bolso deles para cá vir.

C & N – Quanto tempo irá durar o espetáculo?

P – Cerca de hora e meia mais ou menos. Vão ser 8 ou 9 artistas a dez, quinze minutos cada. Já agora quero realçar que a escolha do local para a realização do espetáculo tem a ver com o facto de existir uma espécie de parceria entre mim e o “Quem Não tem Cão”, até porque cederam-me uma sala e é lá que eu ensaio, por isso faz todo o sentido a escolha da sede do “Quem Não tem Cão”.

C & N – O que é que ficou por perguntar nesta conversa?

P – Sei lá, a vida de um palhaço tem tanta coisa importante (rsss). Quero enaltecer o facto de os artistas virem à minha festa mesmo sabendo que não havia cachets. Decerto que eles têm a família deles e vão privar da sua companhia para poder estar aqui comigo nesta minha humilde festa.

10602772_814521448582205_994422817_n

Para terminar quisemos também saber alguns dos gostos pessoais de Luís Sequeira pelo que lhe fizemos mais algumas perguntas simples de resposta rápida:

Qual a tua maior qualidade? – Ser extrovertido

Qual o maior defeito? – Ser rabugento

O que mais admiras numa pessoa? – A simplicidade

Desporto favorito? – Futebol

Clube do coração? – Benfica

Cor favorita? – Cor de laranja

Número da sorte? – 5

Noite ou dia? – As duas coisas

Praia ou campo? – Campo

Melhor momento da tua vida? – O nascimento do meu filho

Música favorita? – Muitas

Filme favorito? – “O Amor é contagioso”, de Patch Adams

Prato favorito? – Costeletas de borrego

Qual o objeto pessoal que não podes abdicar no teu dia-a-dia? – Telemóvel

Como é um dia ideal para ti? – Poder passar um dia inteiro a brincar com o meu filho.

Animal favorito? – Cão

Tens fobia a alguma coisa? – Não

O que costumas fazer após um dia longo e difícil? – Descansar o máximo possível para ter energias para o dia seguinte

O que mais te irrita? – O barulho em geral

Qual a viagem que já sonhaste mas ainda não concretizaste? Ir á Disneylândia com o meu filho.

 

A finalizar, queremos realçar que o 1.º Cabaré “Café Cão Circo”, espetáculo comemorativo dos 10 anos de carreira do Palhatiko realiza-se no dia 30 de Agosto, às 17 horas, na sede da Oficina de Artistas “Quem Não tem Cão”, situada no Edifício Cinema Casimiros, em Rio Maior.

De salientar também que no decorrer do espetáculo realizar-se-á a tomada de posse da nova direção do “Quem Não tem Cão”, agora presidida por Alexandra Diniz.

Redes Sociais
RSS
Follow by Email
Facebook

Google+

http://comercioenoticias.pt/2014/08/09/palhatiko-10-anos-a-espalhar-alegria/
Twitter

Gina Morais PlanicieVerde Megamaior Megamaior Riografica Festival da Codorniz

Comentar »

Deve iniciar sessão para comentar.