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122 anos a servir a comunidade riomaiorense – Bombeiros festejaram aniversário

Paulo Araujo 9 Dezembro, 2014 0
122 anos a servir a comunidade riomaiorense – Bombeiros festejaram aniversário
O dia 8 de Dezembro foi de festa para a Associação Humanitária de Bombeiros Voluntários de Rio Maior, que celebrou o seu 122.º aniversário

A Direção e Comando do Corpo de Bombeiros preencheram a manhã com o Hastear da Bandeira, o Café do Bombeiro e uma romagem ao cemitério em homenagem aos bombeiros, sócios e amigos falecidos, tendo sido depostas coroas de flores no talhão onde repousam os restos mortais daqueles que em tempos deram parte da sua vida a esta nobre instituição.

Ao meio-dia, o Rev. Padre Diogo celebrou na Igreja Paroquial de Rio Maior uma missa solene por intenção dos bombeiros, dirigentes e sócios falecidos.

Após o almoço, foi feita a receção às entidades convidadas tendo a Fanfarra dos Bombeiros, dirigida pelo Maestro Cristiano Pestana, oferecido ao muito público presente uma excelente atuação.

Pouco depois, o Salão Nobre, completamente lotado, acolheu a sessão solene comemorativa deste 122.º aniversário dos Bombeiros de Rio Maior, que ficou marcada por algumas críticas ao Poder Central.

Na Mesa de Honra sentaram-se Isaura Morais, Presidente da Câmara Municipal de Rio Maior, Francisco Colaço, Presidente da Direção da Associação Humanitária de Bombeiros Voluntários de Rio Maior (AHBVRM), Paulo Cardoso, Comandante da instituição, Eduardo Casimiro, Presidente da Assembleia Geral da AHBVRM, Adelino Gomes, Vice-Presidente do Conselho Executivo da Liga dos Bombeiros Portugueses, José Guilherme São Marcos, 2.º Comandante Operacional Distrital, Carlos Manuel Gonçalves, Presidente da Federação dos Bombeiros do Distrito de Santarém, Rui Santos, Vice-Presidente do Conselho Fiscal da AHBVRM, e António Diogo, Pároco da Freguesia de Rio Maior.

Na sessão conduzida pela bombeira Tânia Ezequiel, o primeiro a usar da palavra foi o Presidente da Assembleia Geral da AHBVRM que relembrou a história desta nobre instituição, “durante todos estes anos homens de boa vontade venceram enormes dificuldades para conseguir erguer a Associação Humanitária de Bombeiros Voluntários de Rio Maior”, realçou. “Na pessoa do seu comandante, Paulo Cardoso, quero saudar todos os atuais bombeiros e bombeiras que arriscam a vida para servir o seu semelhante ou quem precisa de ajuda. Bem hajam pela dedicação e disponibilidade que sempre têm manifestado ao serviço da causa dos bombeiros”, concluiu Eduardo Casimiro.

eduardo casimiro

Seguiu-se a intervenção de Paulo Cardoso, Comandante da AHBVRM, que começou por solicitar um minuto de silêncio “em homenagem aos bombeiros caídos em cumprimento desta nobre missão ao longo do corrente ano”.

“Cento e vinte e dois anos de história, e com muitas histórias pelo meio, onde a solidariedade, a fraternidade e o amor ao próximo estiveram sempre na linha da frente. Não é fácil transmitir nestas palavras tudo aquilo que esta Associação e o seu Corpo de Bombeiros significam para mim e para todos nós”, frisou Paulo Cardoso.

Prosseguindo, o Comandante da Associação dirigiu-se ao quadro ativo de bombeiros: “São vocês o elo mais importante desta Instituição, bem como os elementos com mais responsabilidades no socorro e proteção civil no concelho de Rio Maior. São estas mulheres e homens que demonstraram durante o presente ano, total disponibilidade, e o espírito de sacrifício necessário para desempenharem de forma disciplinada, abnegada, correta e profissional, diria mesmo brilhante, a missão que lhes está confiada pelo Estado Português”, sustentou Paulo Cardoso que relembrou de seguida toda a atividade desenvolvida por esta Associação ao longo do corrente ano.

paulo cardoso

Mais à frente Paulo Cardoso afirmou: “Ao longo deste espaço temporal do meu serviço como Comandante, por vezes, fico triste considerando que estes homens e mulheres não são amados por quem de direito, resultando numa perca dinâmica de ativos humanos em prol da causa que voluntariamente abraçaram. De facto estávamos habituados que os bombeiros se dedicassem á causa durante muitos anos, mas cada vez mais isso é uma miragem, fruto dos tempos modernos, e das causas que lhes possam estar associadas, mas também devido à cegueira das alterações legais que foram sendo introduzidas para o sector dos Bombeiros”.

Seguidamente Paulo Cardoso dirigiu as suas palavras ao Comandante Operacional Distrital e ao Vice Presidente da Liga dos Bombeiros Portugueses, “permitam-me servir-me de vós enquanto mensageiros da mensagem, junto das estâncias superiores: Este ano os bombeiros portugueses foram uma vez mais mobilizados para combater incêndios mas deles não se falou. Porquê? Os profetas da desgraça alegam que foi a chuva, os de mente mais refinada apontam o São Pedro. Eu, que não me considero profeta nem com mente refinada, tenho outra opinião. O sucesso passou pelo constante apuramento da nossa organização, consubstanciada num cada vez mais eficaz planeamento de excelência da nossa estrutura, aliada à grande capacidade de disponibilidade e de mobilização dos bombeiros de Portugal. Caso concreto do Distrito de Santarém em geral e do Concelho de Rio Maior em particular, com áreas ardidas das mais baixas dos últimos anos. A estas mulheres e homens, a tutela exigiu muito, mas eles, aqui perfilados à nossa frente, ainda deram mais do que lhes foi pedido, deram tudo. Se tanto nos é exigido pela tutela, o que é que temos em retorno? Pouco ou mesmo nada, digo eu”.

Depois de enumerar uma longa série de promessas aos bombeiros e que “ficaram na gaveta”, o Comandante da AHBVRM realçou: “Podem o Comando Nacional de Operações, a Liga dos Bombeiros Portugueses e a Federação dos Bombeiros do Distrito de Santarém, continuar a contar com a lealdade, presença e disponibilidade, destes operacionais de que me orgulho comandar, pois saberão responder com eficácia, empenho e dignidade a este compromisso. À  Exma. Senhora Presidente Isaura Morais, e à população do Concelho, quero assumir o compromisso, de em conjunto com este Corpo Ativo continuaremos a pugnar pela segurança coletiva deste maravilhoso Concelho, que é Rio Maior. Podem os riomaiorenses estar descansados porque há quem vele por eles”.

A terminar, Paulo Cardoso, deixou um desafio a Isaura Morais, “Sr.ª Presidente peço-lhe que faça um simples exercício de cálculo mental: 13.300 horas de ocupação no cumprimento das missões que nos foram atribuídas no decorrer deste ano. Não fosse esta uma Associação Humanitária de Bombeiros Voluntários, de quanto seria para o município o custo desta disponibilidade? E este é o mote para lançar o repto da necessidade de um esforço ainda maior do que o que até aqui tem sido feito, no sentido de criar as condições necessárias e adequadas para um entendimento e trabalho conjunto das entidades prioritárias de proteção civil municipal, Bombeiros, Guarda Nacional Republicana e Juntas de Freguesia”, concluiu o Comandante da AHBVRM.

Seguiu-se a intervenção do Presidente da Direção da AHBVRM. Francisco Colaço começou por dizer que “há 122 anos a Associação Humanitária de Bombeiros Voluntários de Rio Maior iniciou a sua honrosa e honrada caminhada na defesa de pessoas e bens e na prestação de socorro às vítimas de acidentes e catástrofes. Esta associação afirma-se hoje no contexto municipal como uma peça singular do Movimento Associativo constituindo-se como a maior, a mais antiga e dinâmica das associações do nosso concelho. Celebramos cento e vinte e dois anos de uma atividade ininterrupta na proteção das gentes e do património natural e construído do Concelho de Rio Maior. Cento e vinte e dois anos recheados de registos gloriosos e de extraordinário valor para toda a comunidade e que constituem a memória viva de uma intervenção humanitária sempre disponível e de permanente entrega à causa pública. Os Bombeiros Voluntários de Rio Maior sempre souberam, e continuam a saber, afirmar bem alto a missão de serviço comunitário que assumem sem hesitações”.

francisco colaço

Francisco Colaço dirigiu seguidamente as suas palavras para a autarquia: “É certo, que ao longo destes últimos anos, a Câmara Municipal de Rio Maior tem acumulado uma experiência rica e diversificada, um conhecimento aprofundado da realidade e das necessidades existentes, que emana da relação profunda que se tem desenvolvido com o Associativismo local nas suas diferentes formas e facetas. Por isso, é necessário pensar mais longe. Relativamente aos Bombeiros de Rio Maior, colocamos muitas vezes a nós próprios duas questões com enorme pertinência: Como incentivamos e captamos mais jovens para o nosso meio? E qual o modelo de financiamento que pretendemos para este sector?

O Presidente da AHBVRM afirmou ainda: “Sabemos, há muito, que somos os parentes pobres, mas não contem connosco para mendigar aquilo que entendemos ser um direito próprio dos Bombeiros. Por isso, urge pensar num novo modelo de financiamento para a nossa Associação. Como prepararemos o futuro da nossa instituição, adequando-a à exigência dos tempos modernos e dotando-a de meios financeiros suficientes para corresponder às expectativas da comunidade. Primeiro, na minha modesta opinião, teremos que decidir se continuamos como Associação, Humanitária, subsidiada pelo estado e ajudada pela Município, ou se, porventura, pretendemos uma profissionalização de toda a estrutura, com a subsequente afetação dos quadros ao Município”.

Mais à frente, Francisco Colaço afirmou ainda que “o plano e a intenção manifestada publicamente pelo governo é a de que a futura Lei de Financiamento para o sector dos bombeiros, assentará em três pilares: comparticipações diretas da administração central, das autarquias locais e de outras receitas provenientes da sociedade civil. Não nos devemos interrogar sobre este modelo? O exemplo recebido do Governo Central é o de que não conseguirão disponibilizar mais meios e por isso não poderão surgir muitas soluções. A nível local, os municípios, também eles, muitos deles endividados, não conseguirão libertar muitas mais disponibilidades financeiras. Conseguirá a sociedade civil, suportar por si e financiar a atividade dos seus bombeiros?”, questiona o Presidente da AHBVRM, que de seguida enumerou mais uma sequência de preocupações e interrogações.

Francisco Colaço terminou a sua intervenção com uma série de agradecimentos com especial destaque para o Corpo de Bombeiros, “vocês são, efetivamente, o verdadeiro pilar desta Instituição, são uma componente fundamental da estrutura de Proteção Civil e a vossa ação a nível local, regional e nacional deve ser devidamente reconhecida e felicitada. O nosso reconhecimento pela dedicação, abnegação, empenho, profissionalismo e espírito de sacrifício demonstrado perante as adversidades das missões solicitadas”, concluiu o Presidente da Direção.

Após discursarem Adelino Gomes, Vice-Presidente do Conselho Executivo da Liga dos Bombeiros Portugueses, José Guilherme São Marcos, 2.º Comandante Operacional Distrital, e Carlos Manuel Gonçalves, Presidente da Federação dos Bombeiros do Distrito de Santarém, coube à Presidente da Câmara Municipal de Rio Maior encerrar a sessão.

Isaura Morais começou por dizer que “embora muitos apenas se recordem da importância dos bombeiros quando se esquecem das chaves dentro de casa, ou mais tragicamente quando uma vida está em perigo ou uma qualquer zona atingida por um incêndio ou outra qualquer catástrofe, a realidade é que estes homens e mulheres que fazem parte do Corpo de Bombeiros executam todos os dias diversas missões que vão do transporte de doentes ao auxílio nos acidentes de viação, de ajuda a necessidades básicas das populações ao combate a incêndios. E o que esperam em troco de todo este trabalho diário? Apenas o reconhecimento pela qualidade do serviço que prestam”, proferiu a Presidente da Câmara riomaiorense.

isaura morais

Prosseguindo, Isaura Morais sustentou: “É esse reconhecimento de um trabalho exemplar de todos os nossos bombeiros, que quero aqui deixar bem expresso, tanto em nome da Câmara como de todos os riomaiorenses”.

A autarca lembrou ainda as famílias dos bombeiros, “imagino o vosso sentimento nos períodos mais críticos. A dimensão do vosso orgulho neles deve ser igual à preocupação e receio do que lhes possa acontecer”, frisou.

Mais à frente, Isaura Morais afirmou que “apenas termos orgulho nos bombeiros infelizmente não chega. É preciso encontrar os meios financeiros, e não só, para que instituições como esta mantenham todo o seu inestimável serviço. Pela nossa parte continuamos a transferir para esta instituição um conjunto de verbas importantes, apesar dos condicionalismos financeiros que a atual situação económica do país coloca à gestão das autarquias e à quebra verificada nas receitas municipais”.

A edil riomaiorense lembrou ainda que “é igualmente necessário sensibilizar as nossas populações e as nossas empresas para uma maior colaboração com entidades como esta, que contribuem para todos nos sentirmos mais seguros. É a nossa sociedade, como um todo, que deve ser capaz de manter as condições de trabalho destes bombeiros que contribuem para proteger a nossa vida, salvaguardar os nossos bens e defender os nossos territórios das mais variadas catástrofes”, afirmou.

A finalizar a autarca dirigiu-se aos bombeiros dizendo: “Olho para vós com muito respeito e admiração, e em cada um de vós encontro um espirito nobre, altruísta, um voluntário ao serviço da comunidade”, concluiu.

Nesta sessão foram ainda atribuídas distinções honoríficas ao Intermarché de Rio Maior – Sócio Benemérito; ao Posto de Rio Maior da Guarda Nacional Republicana – Sócio de Mérito e a José Valério Primor Colaço e Manuel João Colaço dos Santos – Sócios Honorários.

Foram promovidos a Bombeiros de 3ª classe Tânia Isabel dos Santos Ezequiel, Maria Marques Felizardo e Daniela Filipa Costa Baldiante.

Por proposta do Comando foram condecorados pela Liga dos Bombeiros Portugueses com a Medalha Grau Cobre, em virtude de 5 anos de Assiduidade e de Bons e Efetivos Serviços, os seguintes bombeiros de 3.ª classe Tiago Manuel Alcobia Flores, Samuel Fernando Santana Dias, Ana Rita Almeida Lestro, Paula Cristina Pinto Cardoso, Sérgio Filipe Sabino Matias, Patrícia Alexandra Frutuoso Heliodoro e Paulo Manuel Costa Cordeiro.

Com a Medalha Grau Prata, em virtude de 10 anos de Assiduidade e de Bons e Efetivos Serviços foi condecorado o bombeiro de 2.ª classe Luís Miguel Arsénio Sabino.

Com a Medalha Grau Ouro, em virtude de 20 anos de Assiduidade e de Bons e Efetivos Serviços, os seguintes bombeiros: Chefe Célia Maria Peralta Pereira, os bombeiros de 1ª classe Mário Paulo Brito Henriques e António Miguel Silva Batista e o bombeiro de 3.ª classe Filipe António Rodrigues Santos.

O Prémio Recruta do Ano 2013 coube ao bombeiro de 3.ª classe Tiago Manuel Pereira Julião.

Tiago Julião

Nomeados para prémio Bombeiro do Ano 2013 estavam as bombeiras de 1.ª classe Sónia Cristina Agostinho Marques e Liliana de Carvalho Ribeiro Lopes, o bombeiro de 2.ª classe Fábio Miguel Casaca Dias, o bombeiro de 3.ª classe Samuel Fernando Santana Dias e a bombeira de 3.ª classe Paula Cristina Pinto Cardoso, sendo o vencedor do Prémio Bombeiro do Ano 2013 – “Prémio Comandante Dr. Eduardo Agostinho”, o bombeiro Samuel Dias.

samuel dias

A sessão terminou com uma visita à nova viatura dos Bombeiros de Rio Maior, um Veículo de Combate a Incêndios denominado “Playmobil” e um porto de honra onde conviveram todos os intervenientes deste dia festivo.

De salientar ainda que englobado neste aniversário realizou-se, na noite de domingo, o tradicional desfile apeado e motorizado, e no sábado uma exposição de viaturas dos bombeiros na Praça da República, bem como um exercício de demonstração de valências operacionais (simulacro de incêndio urbano) que decorreu no Pavilhão Multiusos da cidade.

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