Bookmaker artbetting.co.uk - Bet365 review by ArtBetting.co.uk

Bookmaker artbetting.gr - Bet365 review by ArtBetting.gr

Germany bookmaker bet365 review by ArtBetting.de

Premium bigtheme.net by bigtheme.org

Grande entrevista com a Presidente da Câmara Municipal de Rio Maior

Paulo Araujo 22 Dezembro, 2014 0
Grande entrevista com a Presidente da Câmara Municipal de Rio Maior
Isaura Morais, Presidente da Câmara Municipal de Rio Maior desde 2009, nasceu na Fonte da Bica – Rio Maior a 19 de Junho de 1966. É licenciada em Gestão de Recursos Humanos, com  uma pós graduação em Gestão de Marketing.

Empresária, viúva, e mãe de uma filha, iniciou-se na vida política ativa como vogal da Comissão Politica de Rio Maior do PSD em 2001, tendo em 2005 sido eleita Presidente da Junta de Freguesia de Rio Maior, cargo que exerceu até 2009, ano em que foi eleita Presidente da Câmara Municipal de Rio Maior, cargo que ainda ocupa depois da sua reeleição em 2013.

Isaura Morais integra ainda o Comité das Regiões da União Europeia, é a Representante da Associação Nacional de Municípios Portugueses na Comissão Executiva de Gestão dos Centros de Alto Rendimento Desportivo da Fundação do Desporto e é Membro do Conselho Nacional de Desporto.

Nesta época natalícia o Comércio & Notícias quis oferecer aos seus leitores uma grande entrevista à Presidente da Câmara Municipal de Rio Maior.

Isaura Morais é certamente conhecida por todos os riomaiorenses, mas poucos conhecerão os seus gostos pessoais, daí que esta entrevista parta essencialmente por aí.

 

C&N – Isaura Morais permita que lhe façamos um conjunto de perguntas pessoais de resposta fácil e rápida?

IM – Vamos a isso (rssss)

C&N – Aqui vão então!

Qual a sua maior qualidade? Determinação

Qual o seu maior defeito? Teimosia

O que mais admira numa pessoa? Frontalidade e Lealdade

Desporto favorito? Basquetebol

Clube do coração? Benfica

Cor favorita? Azul

Número da sorte? 24

Noite ou dia? Dia

Praia ou campo? Praia

Melhor momento da sua vida? O nascimento da minha filha

Música favorita? (Des)Fado – Ana Moura

Filme favorito? Voando sobre um ninho de cucos

Livro favorito? Não há longe, nem distância – Richard Bach

Prato favorito? Cozido À Portuguesa

Qual o objeto pessoal que não pode abdicar no dia-a-dia? Brincos

Calças ou saias? Vestidos

Como é um dia ideal para você? Estar na praia, sem telemóvel!

Animal favorito? Cão

Tem fobia a alguma coisa? Claustrofobia

O que costuma fazer após um dia longo e difícil? Dormir…

O que mais a irrita? Ingratidão e Injustiça

Qual a viagem que já sonhou mas ainda não concretizou? Conhecer o Principado do Mónaco.

Atualmente se não fosse Presidente de Câmara o que gostaria de ser? Presidente da Junta!

 

C&N – Como aparece Isaura Morais na Política?

IM – A Isaura Morais aparece na política no seguimento de um convite para integrar como vogal uma lista candidata à Comissão Politica de Secção de Rio Maior do PSD em 2001. Aceitei esse convite pois sempre fui uma pessoa interessada pela causa pública, embora até então apenas me tivesse dedicado ao meu trabalho como empresária e formadora. Mais tarde surgiu o convite do Presidente da Comissão Política de então, o Sr. Edgard Gomes, para me candidatar a Presidente da Junta de Freguesia de Rio Maior, um convite que me deixou, ao principio, muito nervosa mas como a missão que me propunham me permitiria trabalhar em prol da minha freguesia abracei o desafio e os riomaiorenses reconheceram esse empenho em prol de um Rio Maior melhor elegendo-me para o cargo em 2005.

C&N – Que recordações guarda desse tempo em que foi Presidente da Junta de Freguesia de Rio Maior?

IM – Costumo dizer em vários fóruns que muitos dos que hoje ocupam lugares públicos de destaque deviam ter começado a sua atividade política nas Juntas de Freguesia. Sendo um lugar que é desgastante, devido à proximidade que temos com os nossos concidadãos e ao sermos por eles diretamente confrontados com os seus problemas e ansiedades, torna-se também, e por essa mesma proximidade, um cargo onde se aprende muito sobre o que as pessoas esperam daqueles que foram eleitos e da obrigação que temos de lhes dar respostas, no dia-a-dia, olhos nos olhos, sobre o trabalho que em prol deles vamos fazendo. Ser presidente de uma Junta de Freguesia com a dimensão de Rio Maior, com todos os seus lugares e bairros, com todas as suas associações, faz-nos viver experiências únicas em que, num dado momentos, somos o condutor de serviço das crianças, como no minuto seguinte estamos a resolver um caso social e logo depois discutimos a reparação de um caminho ou estrada. É verdadeiramente um cargo muito especial na nossa administração autárquica.

C&N – Que balanço faz ao primeiro ano do atual mandato?

IM – O balanço é sempre positivo, apesar de não deixar de reconhecer alguns constrangimentos que, como sabem, nos são impostos pelo atual estado económico e financeiro do país. Estamos a concretizar os nossos objetivos mais imediatos e a cumprir o programa eleitoral que os riomaiorenses sufragaram em 2013 e espero chegar ao final de mais um mandato com uma elevada taxa de execução das promessas que fizemos aos riomaiorenses, apesar dos maiores condicionalismos que hoje existem na gestão autárquica, face a uma quase falta de controle do passado recente.

C&N – Quais as maiores dificuldades que encontrou no exercício do seu cargo?

IM – Sem dúvida nenhuma a situação financeira da autarquia e a enorme dependência financeira da Desmor, a empresa municipal que gere o desporto, em relação à mesma. Como todos sabem, pelo orçamento entretanto aprovado, a dívida tem vindo, ano após ano, a decrescer e passámos dos 26 milhões de euros em 2009, para cerca de 14 milhões de dívida bancária no final deste ano, conseguindo continuar a realizar obra sem contrair dividas. Face à situação conjuntural do país que encontrámos penso que os vereadores que comigo trabalham estão efetivamente de parabéns por tudo o que conseguimos fazer.

Quanto à DESMOR, nada é hoje como era em 2009. Se não tivéssemos alterado o modelo de gestão e optado pelo profissionalismo não teríamos hoje empresa municipal nem os cerca de 80 postos de trabalho que a mesma gera, pois teria de ser extinta face à legislação atual. Foi uma medida muito criticada na altura pela oposição, a mesma que hoje se rende às evidências e aplaude o trabalho bem feito pelo Dr. Carlos Coutinho e pela sua equipa.

C&N – A abertura da Loja do Cidadão era uma das grandes prioridades deste executivo. Que sensação sentiu com esta concretização?

IM – Se quer uma resposta sincera, a primeira sensação que senti foi de alívio. E passo a explicar: foi um processo moroso, com alguns entraves técnicos, resultado da falência do construtor a quem originalmente foi adjudicada a obra, teve contestação por parte da oposição, teve um conjunto de entraves burocráticos descabidos que atrasaram o processo de negociação com a AMA – Agência para a Modernização Administrativa e com as entidades que hoje usam o espaço. No fundo um rol de problemas cuja resolução passo a passo foi morosa e exigiu muito empenho dos serviços da autarquia para que se concretizasse a sua inauguração. Hoje sinto orgulho daquele espaço e penso que todos os riomaiorenses hoje o veem como uma mais-valia para o concelho.

C&N – Acha que a abertura deste espaço veio revitalizar o comércio na zona antiga da cidade?

IM – Virá sem dúvida a fazê-lo de forma mais clara, pois só quem não vê a diferença no fluxo de pessoas que hoje acede aquela zona da cidade, como eu tenho o privilégio de fazer ao longo do meu dia de trabalho, é que ainda põe em causa que essa mudança vá acontecendo com o tempo, quer a nível comercial, quer ao nível residencial e dos serviços.

C&N – Segundo sabemos outra das grandes prioridades da autarquia é a revitalização do rio Maior. O que está ou irá ser feito nesse sentido?

IM – Existem alguns projetos para a revitalização e criação de um parque urbano junto ao rio, mas se permite gostava de apenas falar dos mesmos quando tivermos alguma base para que os mesmos possam ser reais, pois não quero criar expetativas que não possa cumprir.

C&N – Que avaliação faz relativamente ao Orçamento e Grande Opções do Plano para 2015?

IM – É um orçamento realista, o possível para esta altura em que ainda existe grande indefinição sobre o que será o próximo quadro comunitário de apoio, o chamado “Portugal 2020”. Estamos obviamente à espera dessas definições para candidatarmos os nossos projetos prioritários para o concelho e para os riomaiorenses.

Não se julgue que por termos reduzido o valor orçamentado que esse orçamento será mais penalizador para os riomaiorenses ou que se desinvestirá em serviços para compensar a quebra de valor. Nada disso, apenas exige do atual executivo uma mais cuidada ainda gestão dos fundos que temos disponíveis.

C&N – Existe alguma obra de vulto programada no concelho de Rio Maior para o próximo ano?

IM – Existem várias obras de vulto de que o concelho tem necessidade, caso da rede de águas da Vila da Marmeleira, por exemplo, que a Câmara se comprometeu a realizar durante este mandato. Não serão talvez as obras de milhões de outros tempos, mas serão de certeza úteis às populações que irão servir. Como já disse, depende ainda da orientação dos fundos comunitários e da sua disponibilização as candidaturas que iremos apresentar, sendo certo que estamos prontos para o fazer a qualquer momento, defendendo os interesses do nosso concelho.

C&N – Os constrangimentos financeiros vão comprometer o avanço de algum projeto?

IM – Uma das nossas prioridades de gestão, face aos constrangimentos legais de que hoje são alvo os municípios, é conseguir gerir de forma equilibrada as contas da autarquia, sem por em causa as suas funções vitais no apoio social, na educação, na conservação e manutenção do nosso património comum e no apoio às freguesias e às nossas instituições, acrescendo a tudo isto o pagamento atempado aos nossos fornecedores. Temos vindo a fazê-lo desde que tomei posse e continuaremos a fazê-lo no futuro para que quem me suceda encontre uma Câmara Municipal com fundos e independência financeira suficiente para ter autonomia e capacidade de gerir os destinos do município com alguma tranquilidade, porque não quero deixar a quem me suceda no cargo uma autarquia no limite do endividamento.

Mas, apesar deste rigor orçamental que impusemos, e como já disse, fomos capazes de fazer obra sem contrair novos empréstimos, como por exemplo os centros escolares de Fráguas e S. João da Ribeira ou todo o investimento que fizemos em repavimentação e requalificação de estradas. Por isso seremos certamente capazes de ultrapassar qualquer tipo de constrangimento financeiro para suportar obras que sejam do interesse da comunidade e que para ela sejam indispensáveis.

C&N – Um dos aspetos indissociáveis da qualidade de vida é a questão da mobilidade. O que tem sido feito em Rio Maior nesta matéria?

IM – De facto a mobilidade tem influência direta na qualidade de vida dos munícipes. Foi em nome dessa qualidade de vida, para quem aqui reside e para quem nos visita, que realizámos uma profunda remodelação da zona antiga da cidade e das suas avenidas centrais, cujo resultado nos parece positivo e que tornou mais bonita a nossa cidade e mais agradável a utilização destes espaços. Temos igualmente todo o nosso circuito de ciclovias/pedovias que provem a mobilidade associada à prática desportiva saudável, por exemplo.

Realizámos ultimamente um grande investimento em sinalética direcional que julgamos ser também uma mais valia mas sabemos que há muito a fazer pela mobilidade, não só na sede de concelho, mas precisamos também da colaboração dos particulares em algumas intervenções a realizar

C&N – Em termos de apoios sociais, como é que a câmara ajuda as pessoas que “batem à sua porta”?

IM – Através do nossos serviços de ação social, dos programas de apoio a pequenas obras em habitações de pessoas necessitadas, do apoio às IPSS’s do concelho, entre outras formas de apoio cujo direcionamento é feito pela Rede Social do Concelho de Rio Maior, cujas reuniões mensais a que presido permitem a todos os parceiros ter conhecimento da evolução da situação social do concelho bem como definir as medidas a implementar. Temos ainda, em colaboração com “O Ninho”, um programa CLDS+ a funcionar no concelho de Rio Maior, que gere a nossa loja social e também apoia as famílias mais carenciadas e promove o emprego e a formação profissional e dotámos também recentemente o orçamento municipal com um Fundo de Emergência Social de 80.000€ para ocorrer a situações urgentes. É uma área que ocupa muito do nosso tempo e que, por se tratar de algo que afeta diretamente a vida dos nossos concidadãos nos merece e mereceu sempre uma preocupação especial.

C&N – Há semelhança do que acontece um pouco por todo o país também Rio Maior regista uma elevada taxa de desemprego. Que medidas podem ser tomadas para inverter essa tendência?

IM – É falso que Rio Maior tenha uma elevada taxa de desemprego. Rio Maior teria em Outubro um nível de desemprego próximo dos 8%, muito abaixo daquilo que é a taxa do país. E temos tomado muitas medidas, em parceria com o IEFP por exemplo, para que os nossos concidadãos desempregados tenham acesso a medidas de qualificação e apoio ao emprego baseadas em Rio Maior, no nosso Centro de Negócios, poupando-os das deslocações a Santarém. E obviamente apostamos também na atração de emprego para o concelho, com novas empresas a criar postos de trabalho

C&N – Existem neste momento empresas interessadas em instalar-se em Rio Maior?

IM – Ainda recentemente estivemos prestes a ter entre nós um grande investimento do grupo Jerónimo Martins, que por muito pouco não fomos capazes de fixar em Rio Maior. Mas a nossa situação estratégica é bastante atrativa, quer pela localização geográfica, quer pelas acessibilidades e penso que, num breve trecho, teremos mais empresas a trabalhar no nosso parque de negócios, já que a DEPOMOR se tornou recentemente a única entidade do país a obter o certificado de acreditação para emitir licenciamentos industriais. O inicio de 2015 irá ver nascer um novo investimento de uma fábrica de rações e penso que outros se seguirão, mas tão importante como ter novas empresas é manter e ajudar as existentes, trabalho que também tem contado com o nosso apoio ativo, via Centro de Negócios e Inovação.

C&N – Como tem sido a relação da Câmara com as Juntas de Freguesia?

IM – Tendo vindo de uma Junta de Freguesia conheço as ansiedades e necessidades dos seus presidentes e dos fregueses a que têm que responder todos os dias. Gostaria de a todos poder transferir mais verbas e mais competências, pois as nossas juntas sabem trabalhar muito bem para os interesses das suas populações, mas infelizmente a Câmara tem um orçamento limitado, mas tem procurado manter em valores constantes e realistas as transferências anuais para as freguesias.

Do ponto de vista das relações pessoais e institucionais com as freguesias tudo tem corrido bastante bem, existindo fluxos de informação normais entre todas as entidades, pois todos nós, apesar dos partidos por que cada um foi eleito, temos na base o mesmo desejo: fazer mais e melhor pela nossa terra.

C&N – Era esta a iluminação de Natal que desejava ver em Rio Maior nesta altura do ano?

IM – Certamente que todos quereríamos mais e alargada a toda a cidade, mas é o possível face ao orçamento disponível.

C&N – Rio Maior é?

IM – A minha cidade, o meu concelho, a minha gente…

C&N – Para terminar, quer deixar uma mensagem de Natal aos munícipes do concelho?

IM – Caras e caros amigos riomaiorenses, a época festiva em que agora entramos tem o condão de nos fazer esquecer, pelo menos por breves momentos, dos nossos problemas e das adversidades que enfrentamos ao longo do ano, fazendo-nos concentrar nas coisas que realmente devem ter mais importância para todos: a família, os amigos e os simples valores da solidariedade e fraternidade.

Convido todos a visitar Rio Maior durante as festas de natal e a descobrir a animação das nossas ruas, as lojas dos nossos artesãos, os trabalhos das nossas escolas e a nossa bela “aldeia dos Presépios de Sal”, nas Salinas de Rio Maior. Convido também todos a colaborarem com as nossas instituições sociais para dar também aos mais desfavorecidos e carenciados um natal condigno, minimizando as desigualdades.

Aproveito ainda para, nesta quadra natalícia, deixar a todos uma mensagem de esperança e de confiança num futuro melhor para todos nós, formulando os votos sinceros de um Santo e Feliz Natal e um tão próspero quanto possível ano de 2015.

Redes Sociais
RSS
Follow by Email
Facebook

Google+

http://comercioenoticias.pt/2014/12/22/grande-entrevista-com-a-presidente-da-camara-municipal-de-rio-maior-2/
Twitter

FPRM Megamaior Riografica

Comentar »

Time limit is exhausted. Please reload CAPTCHA.