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13 de Julho – Dia do Agricultor Livre

Paulo Araujo 13 Julho, 2017 0
13 de Julho – Dia do Agricultor Livre
Opinião Jovem: Artigo de José Ricardo Lopes

Opinião Jovem é um espaço semanal de artigos de opinião, escritos por jovens riomaiorenses para Rio Maior

 

Faz hoje precisamente 42 anos do dia em que Rio Maior ditou o destino do país.

No “Verão quente de 1975”, época de clima tenso próximo a uma guerra civil, movimentos ligados à denominada “Extrema-esquerda” levaram a cabo uma Reforma Agrária que consistiu na tomada de posse administrativa por parte do estado dos meios de produção agrícola detidos por privados (entenda-se famílias).

Mandatados por um poder central à data não eleito pelo povo, procederam ao movimento de ocupação de herdades e grémios da lavoura, tendo começado de sul para norte dado ao facto do sul ser característico pelas grandes propriedades e o norte pelos minifúndios detidos por milhares de proprietários individuais.

Rio Maior, ocupando uma posição geográfica a norte do Rio Tejo e estando na linha da frente da fronteira delineada pelo rio, recebeu a notícia da intenção de ocupação do seu Grémio da Lavoura (hoje Cooperativa Agrícola de Rio Maior) como uma afronta ao direito de propriedade privada (materializado na posse individual de propriedades agrícolas), principal meio de sustento de famílias e um dos maiores motores da economia local, tendo motivado um sentimento geral de revolta que culminou na junção de centenas de agricultores e milhares de cidadãos numa concentração junto ao Grémio da Lavoura de Rio Maior no dia 13 de Julho de 75, o dia esperado para a ocupação.

Chegando a vias de facto, deram-se confrontos, assaltos a sedes políticas ligadas às ocupações (PCP e FSP), e consequente expulsão dos ditos “usurpadores” da vila. Os habitantes de Rio Maior e suas freguesias saíram à rua e fizeram justiça pelas próprias mãos. Com bravura, entreajuda e audácia, protegeram as suas terras e a sua terra “Rio Maior” de males piores.

Seguindo estes acontecimentos, Rio Maior serviu de exemplo ao país (diga-se do Rio Tejo para Norte) onde pelo corte da estrada nacional, junto à Freiria, personalizou a vontade de uma nação em resistir às intenções de um  punhado de gente, podendo à época ler-se: “Aqui começa Portugal” nas placas de entrada na vila para quem vinha do sul do Tejo.

O clima tenso vivido nesse ano viria apenas a normalizar aquando da intervenção da força militar do General Ramalho Eanes, impedindo a tentativa de golpe de estado por parte de forças totalitárias no dia 25 de Novembro de 1975.

Rio Maior assinalou o dia 13 de Julho de 1975 como o dia do Agricultor Livre, tendo em tempos sido dia de Feriado Municipal. Hoje, pela mudança do Feriado Municipal para o dia 6 de Novembro, perdeu-se este feito no tempo, que ameaça cair em esquecimento. A estátua de tributo ao Agricultor Livre situada na Praça da República está hoje esquecida e mal tratada e o monumento evocativo ao 13 de Julho de 1975 situado no Jardim Municipal, vandalizado e descaracterizado.

Rio Maior (e o país) deve muito à agricultura, aos feitos do seu povo e não pode deixar morrer esta data.

A história não se apaga.

            

“Monumento ao Agricultor                                “Monumento alusivo ao

– Aqueles que da terra garantiram                   Dia do Agricultor Livre”

a iniciativa privada e a liberdade

em Portugal”

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