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 O que arde cura (?)

Paulo Araujo 22 Outubro, 2017 0
 O que arde cura (?)
Por: Carla Ferreira – Psicóloga, Psicoterapeuta

O afecto manifestado pelo nosso presidente inundou o mundo. E por isso vou falar dele, do carinho, na pessoa de todos os Marcelos que governam ou não governam, mas que possam cruzar o caminho das pessoas que sofrem, e levar as flores que elas necessitam para continuar a respirar.

O que arde cura, dizia a medicina popular, as mezinhas, e a minha avó, mas apenas nas maleitas do corpo. As dores da alma curam-se de outros curativos que não trazem bula, prescrição, contra-indicações ou sobre-dosagem. Mas por vezes, muitas vezes, estamos dispersos deste tratamento, pensamos a dor como uma grandeza que nos engole e que não há remédio que nos salve dela, ao corpo e à alma, que vai definhando devagarinho, por entre uns dias menos maus e uns dias muito maus.

Há quem goste de apreciar ao longe o que é feito. Faço parte das pessoas que analisa as decisões políticas que se executam nos momentos de crise (são sempre as mais fáceis de criticar), das que se preocupam em como travar (os treinadores de bancada são sempre uma maravilha a ditar as regras), das que se comove, demove e envia o que pode para onde é preciso (a solidariedade é um movimento nobre, deixa ainda um sentimento de dever cumprido, que apazigua até a mais tremenda de todas as futilidades).

Sou das que sabe que para continuar a viver é preciso um tecto e um prato na mesa, repleto de uma sopa quente e aconchegante. Sou ainda das que conhece a importância de ter um lar onde o conforto da noite nos embale os sonhos e nos conduza de novo à esperança. Esperança, uma das realidades mais fantásticas, que pode morrer e ressurgir vezes e vezes sem conta, é como os gatos. Mas também sou das que acha que o afecto na hora da dor permite que o grito salte no vazio, entre para dentro do abraço que o acolhe, e encontre assim um lugar onde se vai alojando, sem ser apenas dentro do peito de quem o gritou. E é por isso que hoje em dia me congratula a existência de algumas pessoas, em poder religioso e político, que fazem parte deste mundo dos afectos (são precisas mais, muitas mais), e que por isso conseguem olhar de frente o sofrimento e entregar-lhe uma flor, sem medo de que a dor do outro as mate de morte assassina e muito violenta.

Quem sabe desta realidade, faz com certeza um trabalho maior, porque chega onde mais ninguém chega, no local e no corpo onde aconteceu realmente. E enquanto o país se ergue outra vez a pulso, renasce das cinzas e dos rastos de destruição, o compasso da espera atenua um milímetro com o poder do afecto. O milímetro que não chega para a sobrevivência do corpo, mas que pode fazer uma diferença simbolicamente importante, na regeneração da mente humana.

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