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Amor

Paulo Araujo 2 Janeiro, 2018 0
Amor
Por: Carla Ferreira – Psicóloga, Psicoterapeuta

O amor é a “coisa” do mundo que dá mais trabalho. Que mais dói em tempo, em dias de dor, em anos de felicidade, em vidas de partilha e de união. É muito mais fácil não amar do que amar. Não amar faz com que o corpo ganhe uma crosta de pele rija, imperfurável, gorda como um estômago em dia farto. Nessa pele guarda-se o que não se sente, e não se tem trabalho árduo, tem-se apenas uns espinhos, como a solidão e outros demónios. Sabemos disso desde o início dos tempos. Dá muito trabalho ser mãe. Dá trabalho ter amigos, ter amores românticos, dá um imenso desassossego ter animais de estimação, que morrem de velhos sempre muito antes do tempo real do nosso coração.

Não é possível andar por cá neste mundo com amor e sem dor. E todos nós deveríamos ser obrigados a efectuar uma recensão escrita de muitas palavras, onde pensássemos a sério sobre este assunto, desde Portugal ao resto do mundo. Para que todas as pessoas pudessem concluir que muitas vezes não amam, porque dá trabalho e faz doer. Essa mão na consciência, essa reviravolta de alma, poderia ser suficiente para começar a amar devagarinho, primeiro ao próximo, depois ao distante, sempre nas devidas e distintas formas de amar.

É claro, certamente, que não deveria ser uma reflexão efectuada em dias de sol e de preguiça. Deveria decorrer criteriosamente em alturas de capacidade, como um dia, 1 ou 2 de um qualquer ano, em que para os próximos 365 dias pensássemos com devoção e cheios de esperança. Porque a esperança vem sempre de mãos dadas com o amor.

Com ela ganhámos o sonho da eternidade e o aninhar do medo, como se o mundo, por momentos, pudesse pertencer-nos a nós. Não pertence, nunca pertence, pertence sempre a algo maior que tutela quem cruza o nosso caminho, quem morre e quem nasce, quem amamos muito, e nos dá muito trabalho, e quem nos passa na indiferença de uma casualidade menor. Mas ainda assim, ouso desejá-la para 2018, à esperança, juntamente com o amor e a obrigatoriedade de o pensar como missão. Cabe-nos tanto escolher dar a mão, com a vontade de uma árvore que cresce até ao céu. Sempre sempre, com todo o aperto que ele, o amor, merece. Só assim, agasalhado pela coragem, se consagra e pode existir.

Um bom ano!

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Gina Morais EPRM Megamaior Megamaior Riografica

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