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Rio Maior: Funeral de emigrante na Guiné continua por se realizar

Paulo Araujo 6 Março, 2018 0
Rio Maior: Funeral de emigrante na Guiné continua por se realizar
Família desespera com a situação

Foi adiado pela segunda vez, na última sexta-feira, 2 de março, o funeral de Hélder Gomes, um emigrante riomaiorense radicado na Guiné há cinco anos, uma vez que as autoridades guineenses voltaram a não enviar o corpo para Portugal.

A família de Hélder Gomes tratou do funeral, agendado para o dia 23 de fevereiro, mas, quando a agência funerária Cristo Redentor se preparava para levantar o corpo, no aeroporto de Lisboa, recebeu apenas uma guia de voo, com a palavra “FALTOU” escrito à mão. Entretanto, e uma vez que apenas existe voo da Guiné para Portugal às quintas-feiras, o corpo era esperado na última quinta-feira, 1 de março, mas voltou a não sair de Bissau.

A filha de Hélder Gomes, Marta Sofia, está desesperada com esta situação e escreveu uma carta ao Comércio & Notícias a lamentar o que está a acontecer.

“O meu pai, Hélder António Fernandes Gomes, de 51 anos, foi trabalhar para a Guiné há 5 anos, não tendo dado notícias nos últimos dois anos”, começou por relatar a jovem que acrescenta de seguida: “A minha avó recebeu uma chamada da Guiné a dizer que o filho tinha falecido no dia 11 de fevereiro. Foi tratado o funeral aqui em Rio Maior, tendo o patrão do meu pai se disponibilizado a pagar a transladação do corpo ficando então o funeral marcado para sexta-feira, dia 23 de fevereiro às 11h00, uma vez que ligaram no dia anterior, às 16h40, a dizer que o corpo tinha embarcado naquele momento”.

Marta Sofia refere que “a agência funerária Cristo Redentor dirigiu-se ao aeroporto de Lisboa nessa sexta-feira de manhã para ir buscar o corpo porque o funeral se realizava naquele dia e qual é o espanto quando chegam lá e não havia corpo mas simplesmente um documento escrito à mão a dizer faltou mas não justificando mais nada. Só ficámos a saber que não havia funeral no próprio dia quando já estava toda a família reunida na igreja”, lamenta.

“Na segunda-feira liguei novamente para alguns contactos que pesquisei na Internet, como a Capitol, EuroAtlantic, e inclusive a funerária da Guiné. O senhor da Capitol disse-me para ficar descansada que estava tudo resolvido e que o corpo partia quinta-feira, dia 1 de março, mas voltou a não viajar para Lisboa. Entrei novamente em contacto com ambas as agências e ninguém me sabe dar uma resposta concreta, ou seja andamos aqui como se fôssemos bolas de ping-pong e ninguém se resolve”, descreve Marta Sofia que de seguida acrescenta: “Uns dizem que a funerária da Guiné não teve a documentação necessária pronta a tempo do avião embarcar, outros dizem que o consulado é que não permite que o corpo regresse a Portugal.  Outra desculpa é que a EuroAtantic não faz esse serviço, só fazem transporte de Portugal para a Guiné e não da Guiné para Portugal. Já passaram mais de duas semanas e andamos assim a sofrer, é um jogo psicológico desgastante que não se deseja a ninguém, já chegou o facto de não sabermos dele durante dois anos, depois o ligarem a dizer que ele tinha falecido e agora há duas semanas que nos andam a iludir, nem sequer sabemos ao certo o que se passou. Simplesmente queríamos que o trouxessem para conseguirmos fazer o nosso luto e termo paz ao menos para nos conseguirmos despedir dele. Tenho usado todos os meios, desde a embaixada ao ministério dos negócios estrangeiro e ninguém nos ajuda”, revela desesperada a filha de Hélder Gomes.

A finalizar, Marta Sofia frisa ainda que é uma vergonha o que está a acontecer, “nunca pensámos passar por isto, é de lamentar que nem ao patrão que está na Guiné são capaz de dar uma resposta concreta para conseguir resolver o problema. O patrão pediu-nos para aguardarmos até esta quinta-feira, 8 de março, altura do próximo voo de Bissau para Lisboa, até lá vamos continuar a sofrer com toda esta situação”, concluiu Marta Sofia.

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