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Receber emoções

Paulo Araujo 19 Março, 2018 0
Receber emoções
Por: Carla Ferreira – Psicóloga, Psicoterapeuta

Os sorrisos são uma manifestação que deveríamos aprender a ler. Tal como deveríamos aprender a ler uma lágrima, um gesto, um movimento ou uma reacção. Iria mais longe, até, e diria mesmo que bem cedo, algures entre o crescimento e a aprendizagem, deveríamos ter lições especiais, que nos ensinassem o valor gigante e escondido das emoções. É claro que aprender a ler e a escrever é uma grandeza de carácter maior, permite-nos a inserção no mundo social, a compreensão interna e externa da realidade, serve, entre outras coisas, para podermos crescer na vanguarda da evolução. Mas na verdade não chega para sermos inteiros, falta qualquer coisa à matemática da vida, não ficamos completos com a ordem do exacto, do que se define, do que simbolicamente explicamos em caracteres. E o que é que nos sobra para a definição de outros símbolos? Onde mora a criação de laços que valham por si, daqueles que guardamos para sempre no coração, sem se desmoronarem, sem se rasgarem, sem se perderem nas curvas da vida (que, malvada, insiste em correr muito rápido em estradas estreitas e estranhas, capazes de nos fazer resvalar a cada segundo e perder o norte. E a sorte, e o ser forte…)?

E é por isso que cada vez mais acho que deveríamos ensinar as crianças a receber emoções. E a reconhecê-las, no rosto do amigo que chora, ou no do outro que ri, focado numa história de encantar. Ali mora a tristeza, deveríamos dizer. E ali ao lado a alegria, ou a gratidão de crescer, entre outras tantas, tão importantes. É claro que na ordem do dia e da economia, nas sociedades industrializadas, supostamente grandes, forte, evoluídas e direccionadas, tudo isto perde o sentido. O que interessa nestes reinos da perdição é a ambição, é a paga pelo que se faz em dinheiro de papel e em importância de estatuto social, onde o maior de todos não é o que é feliz. É o que se encontra sentado na presidência de um qualquer sector onde não se conhece a pessoa abaixo, quando mais a que todos os dias, de ânimo cansado, veste a farda pelo ofício e mecanicamente vende o seu trabalho, a pouco dinheiro, para engrossar o poder da máquina que gira sem ela, tanto quanto com ela. Porque se ela adoecer de cansaço, outra há que ocupa o cargo, amargo, mas suficiente para a ganância daquilo a que todos resolvemos chamar de progresso. Há várias formas de analisar o avanço, querem só ver? Evoluiu-se em poder, é bem certo, mas recuou-se em proximidade. Cresceu-se em tecnologia, mas retrocedeu-se em relação, somos mais ricos em bens, e mais pobres em afecto. Temos estruturas que respondem às necessidades, desde que nascemos até que morremos, mas não temos um nome, temos muitas vezes um número, quase sem olhos, quase sem pele, desconhecido pelo que somos, apetecido pelo que poderemos ter.

Contrariar esta demanda é tarefa digna de leão. Ou de dragão, sem que nem um nem outro tenham qualquer coisa a ver com equipas de futebol. Será qualquer coisa simples, como, dou-te uma mão, dás-me um sorriso? Seremos tão mais plenos, no dia em que esta frase vencer a magnata poderosa, dou-te uma mão, mas terás de me dar uma posição.

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Gina Morais EPRM Megamaior Megamaior Riografica

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