CARTAXO: MEIO MILHÃO DE EUROS PARA DIQUES DE VALADA

Paulo Araujo 13 Agosto, 2019 0
CARTAXO: MEIO MILHÃO DE EUROS PARA DIQUES DE VALADA

A assinatura do auto de consignação da empreitada de
reabilitação do sistema de diques de Valada decorreu no parque de merendas
desta freguesia do concelho do Cartaxo, no dia 12 de agosto. A obra vai
reabilitar o sistema de diques que se estende por 24,5 Km e por três concelhos
– Azambuja, Cartaxo e Santarém–, protegendo três aglomerados populacionais da
freguesia de Valada – Reguengo, Valada e Porto de Muge –, e 700 hectares de
terrenos agrícolas de elevada produção ao longo de todo o ano.

A obra foi adjudicada pela Agência Portuguesa do Ambiente
(APA) à empresa Tâmega Engineering, S.A, por 530.463,95 euros e tem o prazo de
execução de 90 dias a partir da assinatura do auto de consignação, sendo que na
segunda quinzena de setembro decorrerão os trabalhos de maior expressão no
terreno. Os trabalhos a realizar preveem o reperfilamento e reparação do corpo
dos diques, o preenchimento de cavidades, refechamento das juntas e reparação e
substituição das portas de água, conforme foi explicado pelo vice-presidente da
APA, Pimenta Machado.

Empreitada responde a reivindicação de autarcas e
população

Pedro Magalhães Ribeiro, presidente da Câmara Municipal do
Cartaxo, recebeu em Valada o secretário de Estado do Ambiente, João Ataíde e o
vice-presidente da APA, Pimenta Machado da Silva, para a cerimónia de
assinatura que contou com a presença de Margarida Abade, presidente da junta de
freguesia, de José Guedes, Presidente do POSEUR, de representantes da empresa
que venceu o concurso, assim como, de António Torres, diretor executivo da
CIMLT, autarcas, forças de segurança, dirigentes do Ministério do Ambiente e da
APA, e população.

O presidente da Câmara Municipal destacou a importância da
obra por ser “investimento na segurança de pessoas e bens, mas também pela sua
relevância para as empresas que desenvolvem a sua atividade nas terras férteis
de Valada”. Lembrando que este ano “se assinalam 40 anos sobre a cheia de 1979,
catástrofe que tanta perda trouxe ao nosso território e às nossas gentes.
Congratulo-me que possamos associar esta data a um investimento superior a meio
milhão de euros, cujo objetivo é reforçar a segurança de quem aqui vive, aqui
trabalha e aqui investe”.

Para o autarca, a segurança da população, dos seus bens e
dos seus investimentos, “é a primeira missão que cabe a quem decide, quer seja
na administração local, quer seja no governo”, afirmando que a segurança é
também “fator de desenvolvimento económico e condição para o crescimento, num
território com fortes potencialidades quer agrícolas, quer turísticas – como é
o caso da freguesia de Valada”.

Apelando ao secretário de estado e aos representantes de
instituições presentes, para que “possamos garantir também a urgente
intervenção na Ponte Rainha Dona Amélia e no Viaduto de Santana, cujas
limitações penalizam o crescimento da atividade económica. Neste território, a
riqueza natural e o trabalho árduo dos nossos agricultores e empresários, não
têm a resposta adequada nas infraestruturas que os deveriam servir”.

O presidente da Câmara Municipal deixou ainda um apelo ao
governo para que Valada possa contar com um Plano Diretor Municipal (PDM) que
contribua para inverter o recuo demográfico e permita a projetos que,
“respeitando o ambiente, se possam aqui desenvolver e criar riqueza”.

“Nos censos de 1981, a população de Valada era superior a 2
mil pessoas, hoje, é pouco mais de 700 pessoas”, afirmou, garantindo que “sou
dos autarcas que defendem uma gestão territorial responsável. Defendo que a REN
deve ter gestão nacional, porque é património nacional. Para Valada, o
equilíbrio ambiental e a preservação da biodiversidade, são essenciais, também
por isso, o PDM proposto pelo município e em apreciação pelas entidades
responsáveis, prevê pequenas alterações, que não porão em causa os equilíbrios
que nos diferenciam, mas que permitem ao território ser atrativo, quer para o
investimento empresarial, quer para a fixação de população, sem os quais, será
um território amordaçado”.

Compromissos recentes do governo valorizam o rio Tejo

Para além das reivindicações e medidas que Pedro Magalhães
Ribeiro considera urgentes para a valorização da freguesia de Valada “e cujas
soluções terão repercussões regionais e nacionais”, o autarca destacou também
“as decisões do governo que estão de acordo com a minha convicção de que o Tejo
é o elemento mais estruturante da nossa região e é essencial para o
desenvolvimento económico nacional”.

Avançar com o estudo de viabilidade do Projeto “Alqueva do
Tejo”, pelo Ministério da Agricultura, “é uma decisão que coloca no centro da
discussão pública, um rio que tem estado afastado das decisões estratégicas
para o país e abre portas à possibilidade de regar 300 mil hectares de terrenos
agrícolas no Ribatejo, no Oeste e em Setúbal, num investimento superior a 4,5
mil milhões de euros”.

A garantia da Ministra do Mar de que a navegabilidade do
Tejo é um projeto estratégico para o país, sendo que “até 2020, o Tejo será
navegável para o transporte de mercadorias, numa primeira fase até à plataforma
Logística da Castanheira do Ribatejo”, é um outro “passo para a valorização do
Tejo”, que o autarca aplaude.

“Investir 74 milhões de euros, até 2020, na requalificação
de Estações de Tratamento de Águas Residuais, como medida para melhorar a
qualidade da água do rio e reduzir focos de poluição”, é outra das ações que o
presidente da câmara apontou como essencial para a valorização e preservação do
Rio Tejo enquanto património ambiental e de riqueza para as populações.

www.autopecas24.pt Gina Morais Riografica

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