
Foi inaugurada na tarde de ontem, 1 de setembro, em Rio Maior, a 304.ª edição da Frimor 2026 – Feira Nacional da Cebola, numa cerimónia que contou com as intervenções do Vereador da Câmara Municipal de Rio Maior, Miguel Santos, responsável pelo pelouro das feiras e mercados, da Presidente da Assembleia Municipal de Rio Maior e Deputada da Assembleia da República, Isaura Morais, e do Presidente da Câmara Municipal de Rio Maior, Filipe Santana Dias.
A abrir a sua intervenção, Filipe Santana Dias referiu que “são mais de três séculos em que sucessivas gerações de riomaiorenses fizeram desta feira parte da nossa identidade”, salientando que “é precisamente por isso que inaugurar a Frimor não é apenas abrir a porta de um recinto, é renovar uma tradição, é reconhecer aqueles que vieram antes de nós, é valorizar aqueles que todos os dias continuam a trabalhar a terra, e é assumir a responsabilidade de garantir que esta feira continua viva, relevante e capaz de acompanhar o desenvolvimento de Rio Maior”.
No entender do autarca riomaiorense, “a Feira Nacional da Cebola existe porque houve homens e mulheres, famílias inteiras, que trabalharam a terra e fizeram da produção da cebola uma atividade profundamente ligada à história de Rio Maior e das freguesias suas vizinhas. Falar da Frimor sem falar de ceboleiros seria esquecer a própria razão de existir desta feira, porque esta feira nasceu do trabalho, nasceu da agricultura, nasceu obviamente da necessidade de vender e trocar produtos, mas também da vontade das pessoas se encontrarem”.
Santana Dias referiu também que “a Frimor soube evoluir, e hoje quando falamos da Feira Nacional da Cebola falamos de um evento que vai muito para além da sua dimensão agrícola, falamos de uma verdadeira montra de Rio Maior. Durante estes dias mostramos aquilo que produzimos, aquilo que fazemos bem, e sobretudo mostramos quem somos”, realçando que “a agricultura continua presente, mas encontramos aqui também o tecido empresarial, os produtores agroalimentares, a maquinaria agrícola, o artesanato, a gastronomia, os vinhos, a doçaria, os licores, o comércio, o associativismo e a cultura. Encontramos os saberes e os sabores do nosso território”.
Para o edil riomaiorense “investir na Frimor é investir na promoção económica do concelho, na afirmação da nossa identidade, é criar condições para empresas e empresários e é apoiar o movimento associativo”.
A finalizar, o autarca frisou que “queremos preservar aquilo que torna a Frimor única, mas não queremos uma feira parada no tempo. Honrar a tradição não significa necessariamente repetir todos os anos aquilo que sempre fizemos. A melhor forma de proteger uma tradição é garantir que ela continua a fazer sentido para as novas gerações, é conseguir juntar memória e inovação, é manter aquilo que nos distingue e ao mesmo tempo criar condições para que as pessoas regressem”, referindo ainda que “a Frimor procura precisamente este equilíbrio. Continuamos a dar destaque à agricultura e à cebola, mas a gastronomia volta a ter um papel fundamental neste certame”, concluiu.
Após o ato inaugural a comitiva percorreu todo o espaço da Frimor desejando uma boa feira aos ceboleiros e a todos os expositores presentes neste histórico certame que promete animar Rio Maior até ao próximo domingo, 6 de setembro.
Para além da exposição agroalimentar e empresarial, a Frimor apresenta um programa diversificado com atividades desportivas, recreativas e culturais para todas as idades.
A animação musical é uma das grandes atrações deste evento, tendo a noite de ontem sido abrilhantada por Quim Barreiros. Hoje sobe ao palco o conhecido cabeleireiro de Rio Maior João Carreira, Amanhã será a vez dos Némanus, na sexta atuam os Vizinhos, e por fim no sábado Matias Damásio.














