
A areia da Nazaré voltou, este fim-de-semana, a ser palco de memórias vivas — a arte xávega desceu à praia, puxada por braços firmes e olhares de saudade. Não foi apenas uma recriação, mas um gesto de identidade, um sopro do passado que regressa com cheiro a maresia e rumor de redes pesadas.
A xávega, que outrora foi sustento e escola de vida, revive agora como poema em movimento, onde cada nó, cada puxada, conta a história de um povo moldado pelo mar. Para quem visita, é um mergulho na essência do lugar; para quem nasceu aqui, é o reencontro com as raízes, com a alma que nunca se perdeu.
Assim, a Nazaré escreve mais um postal de cultura — não com tinta, mas com sal, suor e tradição partilhada ao som das ondas.
















