
A Provedora do Animal, Laurentina Pedroso, dá continuidade ao trabalho que tem vindo a desenvolver na formação para o resgate de animais, com duas novas ações especializadas dirigidas à GNR e aos bombeiros, centradas em técnicas de resgate de animais de grande porte em situações de emergência e catástrofe, em meio terrestre e aquático.
A 1 de outubro, entre as 08h30 e as 17h00, militares da GNR vão receber formação em resgate técnico de animais de grande porte em meio terrestre e aquático, com a componente teórica no Comando Territorial do Porto e a componente prática na Praia do Areinho de Avintes, junto ao rio Douro.
A 3 de outubro, também entre as 08h30 e as 17h00, será a vez dos bombeiros, numa formação realizada em Torres Novas, com a componente teórica na Biblioteca Municipal Gustavo Pinto Lopes e a componente prática no Quartel dos Bombeiros Voluntários de Torres Novas e junto ao rio Almonda.
Em ambas as formações, os militares da GNR e os bombeiros vão contar também com a participação de médicos veterinários municipais, através da Direção-Geral de Alimentação e Veterinária (DGAV). Enquanto autoridade veterinária, a DGAV e os médicos veterinários assumem um papel fundamental no resgate animal, em articulação com a proteção civil.
O reforço desta preparação acontece num momento em que também mudou o enquadramento legal da proteção civil em Portugal. Em vigor desde agosto, a Lei n.º 38/2026 passou a integrar expressamente a busca, o salvamento e o socorro animal no âmbito da proteção civil.
A nova lei dá enquadramento a um trabalho que a Provedora do Animal já vinha desenvolvendo, através da formação das entidades chamadas a intervir em situações de emergência e catástrofe. As ações agora dirigidas à GNR e aos bombeiros dão continuidade a esse trabalho e reforçam a capacidade de resposta no terreno.
“Não chega reconhecer na lei que os animais fazem parte da resposta de proteção civil. É preciso garantir que, quando acontece uma catástrofe ou uma situação de emergência, existem equipas preparadas para atuar e com conhecimento técnico para fazer o resgate em segurança. É esse trabalho que temos vindo a desenvolver, em articulação com as entidades que estão no terreno, e que agora reforçamos com estas duas ações dirigidas à GNR e aos bombeiros. O resgate de animais de grande porte exige técnicas e procedimentos específicos, muito diferentes de uma operação de socorro convencional. A nova realidade legal reforça a importância desta capacidade de resposta, que tem de existir também perante situações de emergência em meio aquático”, afirma a Provedora do Animal, Laurentina Pedroso.
A formação conta com dois especialistas brasileiros com experiência em resgate animal e operações de emergência, Leonardo Maggio de Castro, médico veterinário e instrutor do Corpo de Bombeiros Militar de São Paulo, e Tiago Regis Franco de Almeida, oficial dos bombeiros especializado em salvamento aquático. Ambos integraram a operação de resposta às cheias do Rio Grande do Sul, em 2024.
As duas ações envolvem a Faculdade de Medicina Veterinária da Universidade Lusófona, através do seu Centro de Competências em Emergência, Resgate e Resiliência Animal (CCERRA), e a DGAV.















