
Por Guilherme Bento
Com as mochilas às costas, telemóveis carregados e alguns nervos, 511 jovens começam as aulas dos cursos científico-humanísticos. Este recomeço é marcado pelos nervos de começar uma nova etapa, principalmente para quem está agora a entrar no 10.º ano.
“Ao início estava nervosa, mas as pessoas parecem ser amigáveis”, conta Melissa Marques, que está a iniciar o seu percurso no curso de Línguas e Humanidades. A aluna sente também alguma pressão com a entrada no ensino secundário: “Como nós estamos no 10.º ano e vimos de um ciclo diferente e alguns de uma escola diferente, sentimos mais aquela pressão de agora a média já estar a contar”.
Camila Félix, do curso de Ciências e Tecnologias está ainda um pouco indecisa em relação ao futuro, diz que neste início “estava com muito medo e um pouco nervosa (…) porque a transição do 9.º para o 10.º ano acho que é complicada, mas depois de algumas semanas acho que me vou adaptar”.
Já Carolina Santos, que está no 11.º ano do curso de Línguas e Humanidades e tem os olhos postos na área do cinema, sente-se mais tranquila. “Acho que ainda não me caiu a ficha de que já começámos”, conta. Em relação aos exames nacionais, admite que ainda não sente muita pressão: “Acho que ainda não sinto, mas mais para a frente ainda vou sentir”. Carolina espera também que este ano seja mais exigente. “Vai ser mais puxado, (…) ainda estou um pouco em modo férias, mas acho que no final da semana já vou estar mais com os pés assentes na terra”.
Por sua vez, Raquel Coelho, do 11.º ano do curso de Artes, garantiu-nos que o seu regresso “está a correr super bem”. Tendo em conta que é apenas o primeiro dia de aulas, não consegue garantir muita coisa, mas diz que “estou com expectativas que vai correr bem”.
Sobre ter professores novos, Raquel vê tanto coisas boas como más. “Poderá ser mais difícil devido a terem uma nova dinâmica de ensino, mas poderá ser bom, porque têm uma maneira diferente de ensinar (…) e assim adaptamo-nos a vários [métodos de ensino]”.
Isabela Perovano, que está na mesma turma da Raquel e tem os olhos postos no curso de Psicologia, sente que precisa de “melhorar muito nas matérias que o ano passado fiquei para trás (…) ficar mais na linha”. A aluna confidenciou também que já sentia uma grande ansiedade com os exames nacionais.
Beatriz Souza, do curso de Línguas e Humanidades e também do 11.º ano, sente que o regresso às aulas “está a ser muito giro”. “Gostei muito de ver os meus professores e os meus colegas”, conta. Para este novo ano letivo, está com a esperança de “melhorar as suas notas e estar mais focada”.
Entre nervos, expectativas e alguma ansiedade, os alunos começam assim mais um ano letivo, cada um com os seus objetivos e preocupações, mas todos preparados para uma nova etapa.














