
Rui Nalha, capitão do União Desportiva da Chamusca, foi transportado para Hospital de Santarém, após alegadamente ter sido violentamente agredido na cabeça, pelo guarda-redes da União Desportiva de Malaqueijo, num jogo realizado ontem à tarde no Campo Municipal da Chamusca, em partida a contar para o Campeonato INATEL de Santarém.
Em comunicado partilhados nas redes sociais o União Desportiva da Chamusca diz “condenar, veemente, o ato cobarde do guarda-redes da União Desportiva Malaqueijo, que, de maneira bárbara, agrediu brutalmente o nosso capitão com vários pontapés na cabeça, quando o mesmo estava deitado no chão. Este acontecimento foi testemunhado por diversas pessoas, inclusive pelo árbitro assistente, tendo o próprio transmitido a informação ao árbitro principal e descrito o acontecimento no relatório de jogo”.
A formação chamusquense relata ainda que “a violência não tem lugar no desporto e não é justificação em qualquer situação. O futebol move multidões e gerações. Numa bonita tarde de futebol, com uma bela moldura humana, esta é mais uma mancha no futebol. Nós, União Desportiva da Chamusca, não nos revimos nestes comportamentos e vamos lutar até às últimas instâncias para defender os nossos e a nossa imagem”, referindo que “o nosso capitão foi transportado de ambulância, encontrando-se neste momento hospitalizado, a realizar exames mais profundos para despistar alguma lesão mais grave”.
Recorde-se que a partida foi interrompida já em período de compensação após uma alteração envolvendo elementos das duas equipas, obrigando mesmo à intervenção da GNR.
Entretanto, a União Desportiva de Malaqueijo já reagiu às acusações: “Antes de mais, desejamos as rápidas melhoras ao atleta Rui Nalha, bem como a todos os atletas que sofreram consequências físicas nos acontecimento, inclusive aos atletas do nosso clube. A saúde e a integridade de qualquer pessoa estarão sempre acima de qualquer rivalidade desportiva”, começa por referir o emblema do concelho de Rio Maior.
“Importa esclarecer que, durante esses acontecimentos, também dois atletas da nossa equipa, entre eles o nosso capitão, um profissional de saúde, deitaram-se sobre o atleta caído com o objetivo de o ajudar e o proteger das diversas agressões, inclusive da equipa da Chamusca, tendo colocado a sua integridade física em causa, ao também terem sido pontapeados nas costas e cabeça”, refere fonte da Direção do União de Malaqueijo, referindo que “a situação agravou-se com a entrada de adeptos da equipa da casa no terreno de jogo, criando um ambiente de insegurança que levou o delegado da nossa equipa a solicitar à equipa de arbitragem o encerramento do encontro e a intervenção das autoridades”.
No mesmo comunicado a União Desportiva de Malaquejo diz reconhecer a postura da equipa de arbitragem e agradeceu à GNR pela sua intervenção, “que permitiu garantir a saída em segurança dos nossos atletas, equipa técnica e cerca de 15 adeptos, entre os quais se encontravam pessoas de idade mais avançada e uma bebé de um ano de idade”.
A equipa do concelho de Rio Maior diz ainda que “durante a assistência prestada ao capitão adversário, elementos da nossa equipa técnica, nomeadamente o nosso treinador e massagista, estiveram presentes e acompanharam a situação, demonstrando que, mesmo nos momentos mais difíceis, o respeito pela integridade humana deve prevalecer. Relativamente às acusações dirigidas ao nosso guarda-redes, o atleta contesta todas as acusações que lhe são imputadas. A União Desportiva de Malaqueijo entende que cabe às entidades competentes analisar todos os elementos e apurar as responsabilidades, sem julgamentos antecipados”.
A finalizar, a União de Malaqueijo diz condenar qualquer forma de violência, independentemente de quem a pratique ou das cores que represente. “Não procuramos desculpabilizar comportamentos incorretos, mas também não podemos aceitar que uma situação com vários intervenientes e diferentes acontecimentos seja reduzida a uma única versão”, salientando que “continuaremos disponíveis para colaborar com as entidades competentes no esclarecimento dos factos, defendendo sempre os seus atletas, os seus sócios, adeptos e o bom nome da instituição, uma instituição local e sem fins lucrativos, a qual vive do trabalho voluntário das gentes da sua terra”.















