

Na sequência da última greve efetuada pelos trabalhadores da Nobre Alimentação, com unidade industrial em Rio Maior, o Conselho de Gerência desta empresa emitiu um comunicado, onde dá conta que “na segunda-feira, dia 10 de novembro, nos dois primeiros turnos, apresentaram-se ao serviço mais trabalhadores do que no mesmo período da passada sexta-feira, 7 de novembro, estimando que as ausências até ao final do dia, abarcando todos os turnos, se situem entre os 25% e os 30%, no máximo, que foi o valor de sexta-feira”, salientando “não pode afirmar se são valores de adesão à greve ou se estes trabalhadores faltaram por outras razões”.
A empresa diz ainda que “não é correto afirmar que o piquete de greve tenha necessitado da presença da Autoridade para as Condições do Trabalho (ACT) para aceder às instalações da Nobre. O piquete entrou na fábrica durante a manhã, de forma regular e sem necessidade de qualquer intervenção externa”, referindo que “a ACT deslocou-se às instalações durante a tarde, apenas para confirmar que a situação decorria com normalidade”.
A Nobre Alimentação revela ainda que “se encontra atualmente envolvida num processo de conciliação estruturado com os sindicatos, sob a supervisão das autoridades laborais competentes. As últimas reuniões tiveram lugar em setembro e outubro e está já agendada uma nova sessão de conciliação para 17 de dezembro”, realçando que “o objetivo deste processo é promover o diálogo e alcançar soluções equilibradas e sustentáveis”.
A empresa diz também que “tem participado ativamente em todas as reuniões e mantém-se totalmente empenhada neste processo. A realização de ações de greve enquanto decorrem os esforços de conciliação não reflete a mesma postura construtiva e colaborativa na resolução das questões em causa”, ressalva.
A finalizar, a Nobre refere que “apesar do contexto económico desafiante no setor — marcado por aumentos significativos nos custos das matérias-primas, produção e logística —, a empresa implementou aumentos salariais em dois anos consecutivos (2023 e 2024), independentemente do processo de diálogo em curso, de forma a assegurar uma remuneração competitiva”, destacando que “além disso, a empresa oferece um pacote abrangente de benefícios, para além do salário. Estas medidas demonstram o compromisso contínuo da empresa em reconhecer e recompensar a dedicação das suas equipas”, conclui.














