

O Município de Azambuja enviou ontem,13 de junho, uma nova carta à Ministra da Saúde, Dr.ª Ana Paula Martins, reiterando a exigência de medidas urgentes para resolver a grave situação de acesso à saúde no concelho. O documento (em anexo) sublinha a inaceitável escassez de médicos de família, denuncia a ineficácia do atual modelo de colocação de profissionais e volta a solicitar uma reunião urgente com a Ministra, para procurar soluções concretas para um problema que afeta milhares de pessoas.
Atualmente, cerca de 91% da população do Concelho de Azambuja está sem médico de família atribuído. De um total de 18.706 utentes inscritos, apenas 1.670 têm médico designado e, presentemente, encontra-se apenas um médico em funções em todo o concelho. Este cenário agrava-se ainda mais tendo em conta o elevado envelhecimento da população, com muitos cidadãos dependentes de acompanhamento clínico regular.
Apesar da abertura de concursos públicos pela Unidade Local de Saúde, nenhum dos profissionais colocados tem escolhido Azambuja como local de trabalho, o que reflete uma falha grave no atual modelo de distribuição de médicos. O Município reforça que a colocação de profissionais médicos é uma competência exclusiva do Ministério da Saúde, e que esse mecanismo não pode continuar a depender da vontade individual dos profissionais em detrimento das necessidades reais das populações.
A Câmara Municipal de Azambuja tem vindo a adotar várias medidas locais para tentar atenuar esta situação:
– Aprovou um Regulamento de Apoio à Fixação de Médicos, com incentivos concretos à instalação no concelho;
– Está a reabilitar o Centro de Saúde de Alcoentre;
– Integra, com a Unidade Local de Saúde e a CERCI – Flor da Vida, o projeto Bata Branca, com vista à formação e integração de profissionais de saúde no território.
Na carta agora enviada, o Município reivindica ainda a reabertura das Extensões de Saúde de Alcoentre e Aveiras de Baixo, como resposta de proximidade para as populações locais.
A Câmara Municipal sublinha que esta situação é insustentável e discriminatória e que o Ministério da Saúde tem a responsabilidade última de garantir o acesso à saúde, em condições de igualdade em todo o território nacional. Por isso mesmo, voltou a solicitar uma reunião urgente com a Ministra da Saúde, reafirmando a total disponibilidade para trabalhar em conjunto, mas exigindo medidas concretas que coloquem fim à exclusão de Azambuja do mapa do Serviço Nacional de Saúde.















