
A Polícia de Segurança Pública (PSP) de Caldas da Rainha identificou, naquela cidade, um rapaz de 12 anos, por disparar munições de airsoft contra veículos estacionados na via pública com réplica semelhante a uma arma real.
A PSP informou que o menor encontrava-se numa varanda a utilizar uma réplica de arma de fogo com características semelhantes às de uma AK-47 para efetuar os disparos. Após comunicação da ocorrência, os agentes deslocaram-se ao local, onde a avó do menor entregou voluntariamente a réplica utilizada.
Devido à aparência exterior da réplica, que pode ser confundida com uma arma real, e pela sua ligação aos factos, a PSP procedeu à apreensão do objeto, solicitando ao Tribunal de Família e Menores das Caldas da Rainha a validação da medida, conforme a legislação aplicável a intervenções policiais envolvendo menores.
A PSP elaborou ainda a respetiva sinalização à Comissão de Proteção de Crianças e Jovens das Caldas da Rainha, tendo em conta a idade do menor e a natureza dos factos. Não foram identificados antecedentes criminais nem problemas relacionados com a integração escolar ou comportamento do menor no decurso das diligências.
Em comunicado, a Polícia de Segurança Pública alerta para os riscos associados à utilização e posse de réplicas de armas de fogo, particularmente no caso de airsoft, dado que estas podem apresentar grande semelhança com armas reais e não serem facilmente distinguidas à distância ou em determinadas circunstâncias.
“Essa semelhança representa riscos significativos, tanto pela possibilidade de uso indevido como pela confusão que pode causar a terceiros e às forças de segurança, podendo levar à perceção errada de uma ameaça real”, realça a PSP, que recomenda que “pais e responsáveis conheçam os equipamentos que crianças e jovens possuem, acompanhem a sua utilização e assegurem que as atividades de airsoft decorrem em locais adequados e com condições próprias”.
A PSP recomenda ainda que “estas réplicas não sejam exibidas, transportadas ou usadas em espaços públicos de forma a evitar alarmes ou confusões com armas reais, e que os jovens sejam sensibilizados para não apontar réplicas a pessoas, veículos ou habitações, nem disparar em vias públicas ou locais onde possam colocar terceiros em risco”, referindo que “embora uma réplica não tenha a capacidade para causar os mesmos efeitos de uma arma de fogo real, a sua aparência pode transformar uma brincadeira numa situação perigosa.
Por fim, a PSP pela “à responsabilidade de pais e encarregados de educação na supervisão deste tipo de equipamentos, lembrando que o desconhecimento ou a intenção de brincar não eliminam os riscos de utilização inadequada”.















