
A segunda campanha de prospeção das jazidas jurássicas de Salir do Porto, realizada por uma equipa de 12 voluntários e 7 paleontólogos do Museu da Lourinhã e da Sociedade de História Natural de Torres Vedras, voltou a revelar novos testemunhos do passado pré-histórico daquele territóriodo concelho de Caldas da Rainha.
Este ano, os trabalhos concentraram-se numa área ligeiramente a sul da zona intervencionada em 2025, abrangendo cerca de 5.000 m². À medida que a camada calcária foi sendo cuidadosamente limpa, foram surgindo novas pegadas de dinossauros saurópodes e terópodes.
A Câmara Municipal de Caldas da Rainha revelou que “no caso dos terópodes, todas as pegadas identificadas este ano apresentam-se incompletas, conservando apenas a zona correspondente aos dedos, sem impressão preservada do calcanhar”.
Os trabalhos permitiram ainda descobrir fragmentos ósseos de peixes, tartarugas e outros vertebrados ainda por determinar, que serão agora estudados pelas equipas científicas do Museu da Lourinhã e da Sociedade de História Natural de Torres Vedras.
A campanha voltou também a despertar a curiosidade de quem passou pelo local. Durante o período dos trabalhos, cerca de 50 pessoas visitaram espontaneamente a jazida, acompanhando de perto a descoberta e valorização deste importante património paleontológico.
A Campanha de Prospeção de 2026 contou com a coordenação do Geoparque Oeste – Geoparque Mundial da UNESCO e com o apoio do Município das Caldas da Rainha e da União das Freguesias de Tornada e Salir do Porto.














