
Cerca de 600 espetadores acompanharam os três concertos realizados na Serra de Aire e Candeeiros, numa edição que confirma o crescimento deste projeto e da parceria entre o Município de Porto de Mós e o Cistermúsica.
O Ciclo de Concertos em Meio Natural voltou a afirmar-se em 2026 como um dos momentos altos da programação cultural da região de Cister. Ao longo dos três concertos, a iniciativa voltou a registar uma expressiva adesão do público, confirmando um crescimento sustentado e o interesse crescente por propostas que unem música de excelência a lugares de excecional valor paisagístico.
A par da forte participação do público local, o ciclo continua a atrair visitantes que descobrem, pela primeira vez, alguns dos mais emblemáticos espaços naturais do concelho através da música, ao mesmo tempo que fideliza um público que acompanha o projeto de edição para edição.
Programação em cenários únicos e em diálogo com a natureza
A diversidade artística voltou a ser uma das marcas distintivas do ciclo, proporcionando diferentes experiências musicais em sintonia com a singularidade de cada paisagem.
No anfiteatro natural da Fórnea, entre as impressionantes escarpas calcárias do Jurássico, o Focus Sax Quartet apresentou, no dia 12 de julho, um programa inspirado na música clássica e no património musical português.
No dia 19 de julho, a Lagoa Grande do Arrimal voltou a ser palco para o jazz, recebendo os britânicos Tanhai Collective num concerto marcado pela energia, improvisação e forte interação com o público.
O ciclo terminou no passado domingo, no Barreiro Novo, no planalto que separa a Serra de Aire da Serra dos Candeeiros, com os Cindazunda a apresentarem um concerto de inspiração folk e tradicional, encerrando a edição de 2026.
Uma visão partilhada para a cultura e o património natural
Iniciado em 2022, o projeto resulta de uma parceria entre a ABA – Banda de Alcobaça Associação de Artes, entidade organizadora do Cistermúsica, e o Município de Porto de Mós, uma colaboração que se tem vindo a fortalecer de forma consistente e que permitiu afirmar este ciclo como uma proposta cultural distintiva do território.
O Vice-Presidente do Município de Porto de Mós, Eduardo Amaral, destaca o carácter diferenciador da iniciativa, que “volta a afirmar Porto de Mós como palco natural de uma simbiose perfeita entre a arte e a terra”. Para o autarca, o projeto proporciona “uma experiência única de desconexão do quotidiano e de ligação profunda com o mundo natural”, onde “não há barreiras entre o público, os artistas e a paisagem”. Nesta edição, acrescenta ainda, a programação ganhou “uma camada ainda mais rica” ao dialogar com o tema do Projeto Educativo do Município, «Encontro de Culturas», fazendo de “cada nota musical e cada cenário natural uma ponte para celebrar a diversidade, a partilha e o diálogo entre diferentes povos e tradições”.
Para o Diretor-Geral do Cistermúsica, José Rafael Rodrigues, “é muito gratificante ver este ciclo afirmar-se, ano após ano, através da resposta entusiástica do público”. O responsável destaca ainda que “a valorização do património não se esgota nos monumentos edificados, onde habitualmente programamos. A paisagem e o património natural são igualmente parte da identidade da região e merecem ser vividos através da cultura”. José Rafael Rodrigues conclui reafirmando “a ambição de fazer deste ciclo um projeto duradouro e cada vez mais relevante para Porto de Mós e para toda a região”.
O sucesso da edição de 2026 reforça a ambição de dar continuidade ao Ciclo de Concertos em Meio Natural, aprofundando a ligação entre música, património natural e comunidade. Assente numa parceria sólida entre o Município de Porto de Mós e o Cistermúsica, o projeto afirma-se hoje como uma das iniciativas culturais mais distintivas do concelho e da região de Cister.















