
O vereador da Câmara Municipal de Santarém com o Pelouro do Ambiente e Recursos Hídricos, Pedro Gouveia, participou, no dia 27 de setembro, nas comemorações do 50.º aniversário da CLAPA – Associação Popular Ecológica, que decorreram no Mouchão Parque, em Pernes, numa tarde marcada pelo convívio, pela celebração da história da associação e pela valorização do património natural do rio Alviela.
As comemorações contaram também com a participação do presidente da Câmara Municipal de Santarém, João Teixeira Leite, que se associou à celebração dos 50 anos da CLAPA, uma instituição profundamente ligada à freguesia de Pernes e à valorização do seu território. Durante a sessão, o autarca anunciou uma notícia particularmente relevante para a comunidade local, informando que, “a partir de segunda-feira, dia 28 de setembro, fica lançado o concurso público para a requalificação do Mouchão Parque, um investimento que permitirá valorizar ainda mais este espaço emblemático, reforçando a sua importância ambiental, paisagística e de usufruto público”.
No âmbito das comemorações, Pedro Gouveia integrou o júri do concurso de fotografia “Memórias com o Alviela”, uma iniciativa promovida pela CLAPA para assinalar cinco décadas de atividade em defesa do ambiente, valorizando o rio Alviela através de imagens atuais e históricas que retratam a sua riqueza natural, paisagística e humana.
Durante a cerimónia de entrega dos prémios e inauguração da exposição dos trabalhos selecionados, o vereador destacou o percurso da associação ao longo das últimas cinco décadas: “Cinco décadas de existência não são apenas uma data redonda no calendário. São 50 anos de pessoas, 50 anos de dedicação, de participação cívica, de preocupação com o território e, acima de tudo, de compromisso com a defesa do ambiente e com a valorização do nosso património natural.”
Pedro Gouveia salientou ainda a ligação indissociável entre a CLAPA e o rio Alviela e sublinhou que “Quando falamos da CLAPA, é impossível não falar do rio Alviela. Um rio que é muito mais do que um curso de água. É parte da identidade deste território. É memória, paisagem, biodiversidade, história e vida. É também uma responsabilidade que pertence a todos nós.”
O autarca sublinhou igualmente o papel desempenhado pela associação na mobilização da comunidade para as causas ambientais: “Ao longo destes 50 anos, a CLAPA desempenhou um papel determinante na sensibilização da comunidade para as questões ambientais e na defesa de um território mais equilibrado e sustentável. O seu legado é um exemplo de cidadania ativa e de amor à terra.”
Enquanto membro do júri do concurso de fotografia, Pedro Gouveia enalteceu a participação dos concorrentes e o envolvimento das diferentes gerações na proteção do património natural: “Hoje, enquanto membro deste concurso de fotografia, tive o privilégio de acompanhar o trabalho e a criatividade dos participantes. Quando conseguimos envolver diferentes gerações em torno do ambiente, estamos a construir muito mais do que uma iniciativa pontual. Estamos a construir cidadania, conhecimento e a garantir que a preocupação com o território passa de geração em geração.”
No decurso das celebrações, o vereador participou também num passeio de barco pelo rio Alviela, acompanhado por Raúl Violante, presidente da Junta de Freguesia de Pernes e por Penélope de Melo, presidente da direção da CLAPA, num momento simbólico de contacto com o rio que, desde a fundação da associação, tem estado no centro da sua ação e missão.
A programação incluiu ainda a visita à exposição do concurso de fotografia “Memórias com o Alviela”, composta por trabalhos das categorias de Fotografia Atual e Fotografia Histórica.
Durante a visita, Pedro Gouveia destacou a importância da fotografia na preservação da memória coletiva e referiu que “Cada fotografia exposta, conta uma história e ajuda-nos a olhar para o Alviela com um renovado sentido de pertença. Estas imagens mostram-nos que proteger o património natural é também preservar as memórias e as vivências das comunidades que lhe estão ligadas.”
A propósito do passeio realizado ao longo do rio, acrescentou que “Percorrer o Alviela é recordar aquilo que motivou o nascimento da CLAPA há 50 anos e perceber que a missão continua atual. A defesa dos nossos recursos naturais exige o empenho permanente das instituições, das associações e dos cidadãos.”
A tarde culminou com o tradicional corte do bolo de aniversário dos 50 anos da CLAPA, reunindo associados, antigos dirigentes, parceiros e população, junto à sede da associação, num local carregado de simbolismo para a história do movimento ambientalista na região, por ser o espaço que Joaquim Jorge Duarte, conhecido como o “Diabo de Pernes”, figura incontornável da luta pela defesa do rio Alviela e fundador da CLAPA. O seu espírito combativo e o seu compromisso com a denúncia da poluição do rio marcaram gerações e estiveram na origem de um movimento cívico pioneiro que viria a afirmar-se como uma referência nacional na defesa do ambiente. Cinquenta anos depois, o legado do “Diabo de Pernes” permanece vivo na ação da CLAPA e no compromisso de todos aqueles que continuam a trabalhar pela preservação do Alviela e pela valorização do património natural deste território.
O concurso “Memórias com o Alviela”, lançado no âmbito das comemorações dos 50 anos da CLAPA, distinguiu trabalhos nas categorias de Fotografia Atual e Fotografia Histórica, valorizando a beleza, a memória e a importância do rio Alviela para a comunidade. Na categoria Fotografia Atual, o 1.º Prémio foi atribuído à fotografia “Ancorado”, da autoria de Vítor Manuel do Rosário Cordeiro Lopes. O júri atribuiu ainda duas Menções Honrosas às fotografias “O Peso do Céu”, de Teresa Cardoso Galveia, e “Paisagem 1”, de Teresa Violante. Na categoria Fotografia Histórica, o trabalho vencedor foi “Memórias de uma Cheia”, apresentado por Luís Carlos Ribeiro Epifânio, a partir de uma fotografia original de Francisco Morgado. A iniciativa permitiu reunir imagens contemporâneas e registos históricos que testemunham a forte ligação das populações ao rio Alviela, contribuindo para a preservação da memória coletiva e para a valorização deste património natural que continua a marcar a identidade da região.
A tarde culminou com o tradicional corte do bolo de aniversário dos 50 anos da CLAPA, reunindo associados, antigos dirigentes, parceiros e população, junto à sede da CLAPA, num espaço cheio de simbolismo num momento de confraternização e de reconhecimento pelo percurso da associação.
No encerramento da celebração, Pedro Gouveia deixou uma mensagem de confiança no futuro da instituição: “Hoje não estamos apenas a celebrar o passado da CLAPA. Estamos também a reafirmar uma vontade coletiva de continuar a defender o Alviela, a valorizar o nosso património natural e a deixar às futuras gerações um território melhor do que aquele que recebemos.”
O autarca concluiu a sua intervenção, sublinhando: “Que estes 50 anos sejam uma memória de tudo o que foi construído, mas sobretudo um ponto de partida para os próximos 50. O Município de Santarém continuará a ser um parceiro empenhado na promoção da sustentabilidade ambiental e na valorização deste património único que é o rio Alviela.”
Fundada em 1976 como Comissão de Luta Anti-Poluição do Alviela, a CLAPA afirma-se como uma referência do movimento ambientalista na região, mantendo vivo o compromisso de defesa do rio Alviela e da sensibilização das comunidades para a preservação do património natural. O Município de Santarém associa-se a esta celebração, reconhecendo o contributo ímpar da associação para a proteção ambiental e para a valorização do território ao longo de meio século de história.















