

A candidatura surpresa destas eleições em Tomar traz novas propostas políticas com provas dadas, independentes e uma nova geração de pessoas à vida política local, com o mote “Tomar… a Nossa Casa na Europa!”
O Volt Portugal, partido “centrista, progressista e europeísta”, entregou esta segunda-feira as listas autárquicas no município de Tomar, apresentando nestas paridade de género 50/50, com tomarenses dos 19 aos 78 anos e de diversas áreas profissionais.
A candidatura à Câmara é liderada por Tiago José Serrano, que defende “uma gestão autárquica transparente, eficiente e que promova as melhores condições a quem decide viver, trabalhar e investir em Tomar. Desta forma, em prol de boas práticas de governança e gestão autárquica, defendemos auditorias externas e independentes, a cada dois anos, aos órgãos autárquicos, apresentando sempre os devidos resultados aos tomarenses.”.
“Cresci a ouvir lamentos de muitos tomarenses sobre o quão extraordinário já foi Tomar e como hoje já não o é mais, a estagnação que todos sentimos é prova disso. Enquanto jovem que regressou às suas raízes para ajudar, sinto, como muitos tomarenses, a dificuldade de arranjar habitação, ter oportunidades de emprego com boas condições, e até, em alternativa, fazer crescer uma empresa. Trabalhei com outros municípios, aprendi, e sei que planear, ter visão e saber como executar são a receita das autarquias que garantem as melhores respostas.”, refere o candidato à Câmara de Tomar.
À Assembleia Municipal de Tomar o Volt Portugal apresenta como cabeça-de-lista, o representante da Distrital de Santarém do Volt, Ricardo Martins Antunes, que diz inspirar-se “em Viena, Nantes e Amsterdão, pois apresentam soluções europeias às prioridades municipais do Volt Portugal para Tomar, respectivamente, nas áreas habitacional, ambiental e económica”.
O Volt candidato defende “a necessidade de Tomar atingir 20% de habitação de arrendamento acessível, para travar a especulação imobiliária; adquirir o BUPi presencial; auxiliar na criação de comunidades energéticas autossuficientes, de forma a diminuir encargos mensais de electricidade e gás; revitalizar património fabril histórico, criando oportunidades em diversos sectores”.
Na área ambiental, O Volt diz que “é vital salvar o rio Nabão com soluções a montante; projectar um corredor verde no centro urbano até ao açude; implementar uma bolsa de criadores de gado, para limpeza de terrenos rústicos e prevenir incêndios florestais; repensar o actual molde de gestão da Tejo Ambiente e, se necessário, equacionar um referendo local sobre a mesma”, pois refere o candidato à Assembleia Municipal que “são os tomarenses que sentem na pele o peso da conta todos os meses”.
A nível empresarial, Ricardo Antunes refere que “é prioridade diminuir os impostos municipais sobre quem vive, trabalha e investe em Tomar, e transferir parte do encargo a quem nos visita, através de um imposto turístico progressivo, o valor reverterá para a protecção animal e do património verde, como a Real Mata dos Sete Montes; criar centros tecnológicos e criativos em estreita colaboração com o IPT, os seus alunos e outros empreendedores criativos; por último, é justo que a cada dia de atraso na resposta a licenciamentos, o valor a cobrar pela autarquia aos requerentes deva diminuir progressivamente”.
Além da candidatura à Câmara e à Assembleia Municipal de Tomar, o Volt Portugal apresentou ainda candidatura à União das Freguesias de Tomar (São João Baptista) e Santa Maria dos Olivais. Para o partido “esta deve ser uma geradora de pontes entre várias entidades, facilitando conversações para investimentos na União das Freguesias de Tomar. Servir com proximidade, eficiência e fomentando a participação cidadã, para tal, algumas medidas propostas são, a criação de uma app de sinalização de falhas existentes e futuras intervenções nas ruas, vias e espaços públicos; criação de gabinete de mediação comunitária, através de uma rede de mediadores residentes; fomentação de oficinas intergeracionais em parcerias com IPSS e escolas; implementação de um projecto-piloto de reabilitação ecológica de linhas de águas urbanas financiadas através de fundos da União Europeia”.
O Volt Portugal diz estar ciente de que “as candidaturas a que se propõem não representam apenas um desafio político para o imediato, mas, sim, um compromisso a longo prazo com a efectiva necessidade de renovação e revitalização da vida pública em Tomar, com o objectivo de fazer “Tomar… A Nossa Casa na Europa!”.















