
O Ministério Público do DIAP de Caldas da Rainha apresentou a primeiro interrogatório judicial um arguido, com 20 anos de idade, fortemente indiciado pela prática de três crimes de violência doméstica agravados que têm como vítimas os avós e a mãe.
De acordo com a Procuradoria da República da Comarca de Leiria, “o arguido foi criado pelos avós e reside com estes numa localidade do município das Caldas da Rainha. Na mesma habitação reside a mãe do arguido, nos períodos que se encontra em Portugal”.
A Procuradoria da República refere ainda que “com os indícios recolhidos, pelo menos desde o ano de 2024, o arguido tem mantido um comportamento reiterado de agressões físicas, ameaças, insultos e intimidação, exercendo controlo e violência sobre as vítimas, no caso dos avós, pessoas particularmente vulneráveis em razão da idade.”
Na mesma nota informativa pode ler-se que, “devido à forte ligação afetiva ao arguido e ao medo que dele sentem, as vítimas, incluindo a mãe, tendem a desculpar e a negar a sua atuação”.
Após primeiro interrogatório judicial, o juiz de instrução criminal considerou existir sério perigo de continuação da atividade criminosa e determinou que o arguido aguardasse os ulteriores termos do processo em prisão preventiva, cumulada com proibição de contactos com as vítimas e sujeição a avaliação e acompanhamento psiquiátrico/psicológico.
O inquérito prossegue sob a direção do Ministério Público do DIAP de Caldas da Rainha com a coadjuvação da PSP de Caldas da Rainha.















