
A rainha do acordeão Eugénia Lima vai ser homenageada pelo Restaurante Fortaleza no próximo domingo, 29 de março, dia em se assinala o centenário do seu nascimento.
Nascida a 26 de março de 1926, em Castelo Branco, Eugénia Lima, veio bastante jovem viver para Rio Maior, cidade onde viveu a maior parte da sua vida, e onde viria a falecer no dia 4 de abril de 2014, com 88 anos.
Recorde-se que grande parte do seu espólio se encontra no “Recanto Eugénia Lima” – Espaço Museológico localizado no Restaurante Fortaleza, no Alto da Serra – Rio Maior.
Deste modo, e para assinalar esta data histórica, o Restaurante Fortaleza vai no domingo homenagear este nome maior do acordeão em Portugal.
Sob o mote “100 Anos – 100 Músicas”, a homenagem tem início pelas 12h00, com 5 horas de músicas de Eugénia Lima, gratuitamente para quem quiser visitar este espaço. Também pelas 12h00 realiza-se a Missa na Igreja Paroquial de Rio Maior.
Pelas 13h00 tem lugar um almoço convívio no Restaurante Fortaleza (por marcação). Às 15h00 iniciam-se as comemorações do centenário no Recanto Eugénia Lima, e pelas 16h00 será feita uma homenagem no Jardim Eugénia Lima, em Rio Maior, junto à casa onde a acordeonista residiu.
Um destaque muito especial será a presença do principal acordeão de Eugénia Lima, o qual foi cedido pela Santuário de Fátima para estar em exposição neste dia no Recanto do Restaurante Fortaleza-
Recorde-se que nos últimos dias da sua vida, encontrando-se hospitalizada, Eugénia Lima pediu aos seus familiares que entregassem ao Santuário de Fátima aquele que considerava o seu mais importante acordeão, o que a acompanhara ao longo da sua carreira, em Portugal e no estrangeiro.

O instrumento, que possui uma extraordinária afinação, resultado da mestria do pai da artista, foi entregue no dia 25 de março de 2014, ao Santuário de Fátima, na pessoa do diretor do Museu do Santuário, Marco Daniel Duarte, por uma delegação de cinco pessoas.
No momento da oferta, um dos elementos da comitiva, que integrava o sacerdote Aníbal Mota e um primo da artista, realizou uma chamada telefónica para Eugénia Lima na qual a acordeonista disse ao diretor do Museu do Santuário de Fátima que entregava a Nossa Senhora de Fátima o seu “mais importante tesouro”.

















