
Um dia destes, em plena Avenida Mário Soares, na cidade de Rio Maior, circulava uma trotinete com dois jovens, um conduzindo, outro usando o telemóvel. É comum depararmo-nos com estas situações, e outras, como usarem auscultadores durante o percurso, porque vão a ouvir música. Acontece por todo o país, de norte a sul. Há países da Europa, muito mais organizados, onde tal não acontece.
O caso citado anteriormente revela uma enorme falta de sentido de responsabilidade, ausência de regras e de noção de segurança, para com os próprios utilizadores e, também, para com os peões. Este tipo de “veículo” é um perigo para todos.
Só, agora, os autarcas começam a despertar para esta questão. Por isso, Lisboa já proibiu o uso de trotinetes partilhadas. Entretanto, vão morrendo pessoas que teimam em utilizar este meio de deslocação.
Já foi dado um passo na legislação, com a obrigatoriedade do uso de capacete, medida que não vai ser fácil de implementar, perante a inconsciência e irresponsabilidade que por aí imperam.
Não bastava já o estacionamento “à balda”, nos passeios, nas passadeiras, em plena via publica. A chamada modernidade trouxe-nos essa “praga” das trotinetes.
Reconheço que haja quem precise de uma trotinete para se deslocar e não tenha dinheiro para comprar um automóvel, mas esse fator não invalida o que afirmámos anteriormente.
Clara Ferreira Alves, na última edição do Expresso, diz-nos que as “trotinetes proliferam sem rei nem roque, na aderência aos presumíveis sinais da modernidade que a ganância portuguesa autoriza”.
Deveríamos todos meditar sobre este assunto.
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