
A Polícia Judiciária (PJ), através da Diretoria de Lisboa e Vale do Tejo, desencadeou, no passado dia 14 de julho,no concelho de Alenquer, uma operação policial no âmbito da qual cumpriu vários mandados de busca domiciliária, não domiciliária e de detenção, que culminou com a detenção de um homem fortemente indiciado pela prática dos crimes de violência doméstica, violação, lenocínio e devassa da vida privada.
De acordo com um comunicado da PJ, “a investigação teve início em março de 2026, quando a vítima, uma mulher, com 44 anos, abandonou a residência onde vivia maritalmente com o suspeito, há cinco anos, por temer que o mesmo pudesse praticar atos sexuais contra a filha dela, com 15 anos”.
A PJ explica que “nessa altura, a vítima deslocou-se ao piquete da Polícia Judiciária e revelou que sofria de violência doméstica, porquanto o companheiro exercia controlo psicológico sobre ela, designadamente, ameaçando-a com recurso a arma de fogo”, salientando que “neste contexto, o homem, que explora um estabelecimento de diversão noturna, coagia a vítima a prostituir-se, explorando a sua dependência económica”.
A Polícia Judiciária refere ainda que “o homem procedia à gravação de imagem dos clientes da companheira, sem o conhecimento ou consentimento dos mesmos, devassando a sua intimidade sexual. Tais conteúdos eram, posteriormente, comercializados em plataformas sociais”.
O arguido detido, com 60 anos, foi presente a primeiro interrogatório Judicial no Tribunal de Instrução Criminal de Lisboa Norte, tendo sido aplicada a medida de coação de proibição de contactos e aproximação da vítima ou da residência desta, com vigilância eletrónica.
O inquérito é titulado pelo DIAP de Alenquer.
















