
No próximo dia 4 de maio, os trabalhadores da Nobre, em Rio Maior, vão estar uma vez mais em greve, naquela que será a 29.ª paralização desde 2023.
Os trabalhadores da Nobre Alimentação exigem um aumento salarial de 50 euros, a valorização do subsídio de refeição e do trabalho noturno, a implementação de diuturnidades, 25 dias de férias e o fim do recurso à contratação precária.
A concentração dos trabalhadores está agendada para as 09h00 em frente à fábrica, na Avenida dos Combatentes, em Rio Maior, e contará com a presença de representantes da CGTP e da FESHAT.
De acordo com o Sindicato dos Trabalhadores da Agricultura e das Indústrias da Alimentação, Bebidas e Tabacos de Portugal (SINTAB), “esta decisão dos trabalhadores saiu da concentração realizada na última greve, e visa denunciar a falta de vontade da empresa para negociar o caderno reivindicativo dos trabalhadores, que se encontra alinhado com as necessidades dos trabalhadores e com as diretrizes globais de governação e sustentabilidade seguidas pelo Grupo Sigma e pelos seus investidores”.
O Sindicato refere ainda que “numa empresa certificada, com recurso a tecnologia de ponta e altos padrões de qualidade alimentar e que apresenta resultados positivos de vários milhões de euros nos últimos anos, mas mantém os salários dos trabalhadores no salário mínimo nacional, é prova que não têm interesse em valorizar quem trabalha e produz, e prefere o descontentamento à paz social”.
A finalizar, o SINTAB refere ainda que “a direção da Nobre Alimentação continua a aplicar o salário mínimo nacional aos seus trabalhadores na unidade de Rio Maior, não seguindo assim as políticas de ESG ao contrário do que é praticado nas restantes empresas pertencentes ao Grupo Sigma situadas na Europa, em que, em nenhuma delas é praticado o salário mínimo do respetivo país, mas valores muito superiores”.
Durante a última greve, no passado dia 6 de abril, foi entregue à administração da empresa uma moção com as reivindicações dos trabalhadores, e até ao momento a empresa não apresentou qualquer resposta quer ao caderno reivindicativo, quer à moção apresentada.















