
Nos dias 25 e 26 de setembro, as Portas do Sol recebem dois dias de gastronomia, música, ofícios, workshops e jogos tradicionais. O Palco Futuro reúne chefs, produtores e especialistas em conversas sobre biodiversidade, agricultura regenerativa, água e património rural. O passe para os dois dias custa 10€.
O Festival Raízes Vivas reúne 20 chefs e um programa de 11 sessões sobre alimentação, biodiversidade e futuro do território nos dias 25 e 26 de setembro, nas Portas do Sol, em Santarém. Com curadoria do chef Rodrigo Castelo, a segunda edição aproxima a cozinha dos produtores, da agricultura e do património ribatejano, combinando experiências gastronómicas com conversas, atividades práticas e manifestações da cultura regional.
Promovido pela Entidade Regional de Turismo do Alentejo e Ribatejo, em parceria com a Câmara Municipal de Santarém e com o apoio do PR Alentejo 2030, o festival apresenta-se como uma «reserva viva da cultura ribatejana». Depois da estreia na aldeia avieira das Caneiras, a segunda edição do festival leva ao centro da cidade uma programação que combina gastronomia, música, artesanato, ofícios tradicionais, debates, workshops e jogos tradicionais.
O festival decorre na sexta-feira, 25 de setembro, das 16h00 às 02h00, e no sábado, 26 de setembro, das 12h00 às 02h00. O passe geral para os dois dias do Festival Raízes Vivas custa 10€ e o bilhete diário tem o valor de 7,50€, sendo a entrada gratuita para crianças até aos 12 anos. Os bilhetes estão disponíveis na 3cket.
20 chefs nos Jardins da Gastronomia
Os Jardins da Gastronomia juntam Rodrigo Castelo a Vítor Adão, Lídia Brás, Miguel Laffan, Octávio Freitas, Rui Lima Santos, João Simões, Diogo Caetano, Vânia Jarimba, Maurício Lage, José Lino, António Loureiro, António Queiróz Pinto, André Cruz, Justa Nobre, Lígia Santos, Noélia Jerónimo, Ricardo Luz, Joana Candeias e Miguel Silva. A estes chefs associam-se duas associações ribatejanas (Associação Académica de Santarém e Sociedade Recreativa da Romeira), numa proposta dedicada à valorização do produto regional e das raças autóctones, ao respeito pela biodiversidade e à redução do desperdício.
Entre os produtos em destaque encontram-se o touro bravo, a raça preta, a par do javali e de espécies do ecossistema fluvial como o siluro. A utilização de espécies invasoras ou subaproveitadas na cozinha estabelece uma ligação com os temas do Palco Futuro, onde se discutirá a relação entre alimentação, paisagem e equilíbrio ambiental.
Palco Futuro abre a conversa sobre alimentação e território
Ao longo dos dois dias, o Palco Futuro recebe 11 sessões que cruzam o conhecimento de chefs, produtores, investigadores e profissionais ligados ao território. O programa aborda a criação de animais, os ecossistemas fluviais, a apicultura, a gestão da água, o olival e a agricultura regenerativa, com a participação da Escola Superior Agrária e da Escola Superior de Saúde de Santarém, entre outras entidades.
Na sexta-feira, 25 de setembro, às 17h00, «Touro Bravo – A Tradição ao Serviço do Ecossistema» reúne Miguel Ortega Cláudio e Rodrigo Castelo. Às 17h40, «Raças com Raízes – Bovinos, Paisagem e Equilíbrio dos Ecossistemas» conta com Vítor Gonçalves, da Carnes da Montanha, e o chef António Queiróz Pinto.
Às 18h20, a conversa «Santarém Capital do Futuro – Um Ecossistema Social Vivo» junta Igor Dias, da Escola Superior Agrária de Santarém, Hélia Dias, da Escola Superior de Saúde de Santarém, Rodrigo Castelo e a Vivid Farms. O programa prossegue às 19h00 com «Que Mundo Estamos a Alimentar», uma masterclass de agricultura regenerativa com a Vivid Farms e alunos das duas escolas superiores.
No sábado, 26 de setembro, as sessões começam às 15h00 com «Pescar para Reequilibrar – O Siluro e o Equilíbrio dos Ecossistemas», com Rodrigo Castelo e a Escola Superior Agrária de Santarém. Às 16h00, o engenheiro florestal Rui Pombo e o chef Vítor Adão participam em «Caçar para Equilibrar – O Javali, a Tradição e o Território».
Às 16h40, Harald Hafner, da Abelha Azul, conduz «A Sociedade das Abelhas», sobre cooperação, equilíbrio e vida e o que uma colmeia pode ensinar. Segue-se, às 17h20, «A Água Desenha a Paisagem – Da Chuva à Saúde do Território», com Jorge Cancela e a Landscape Farm.
O olival ocupa as duas sessões seguintes: às 18h00, «O Olival que Herdámos – Património, Paisagem e Saúde» reúne Fernando Codinha, a Vivid Farms e a Quinta da Terra; às 18h20, Luís Melo, da Associação para a Promoção do Olival e Azeite de Aire e Candeeiros, participa em «Olivedos do Carso – Da Terra Nasce a Identidade». Às 19h00, «Uma Só Saúde – A Saúde é Única e Indivisível» propõe uma masterclass com Raíza Resende, da Regenerative Healthcare European Association, alunos da Escola Superior Agrária e da Escola Superior de Saúde de Santarém, Rodrigo Castelo e a Vivid Farms.
Ofícios, agricultura e música num programa para todas as gerações
A Praça de Produtores, Artesãos & Agricultores reúne queijeiros, apicultores, oleiros, cesteiros, conserveiros, produtores de azeite e doceiros, dando a conhecer produtos e técnicas associados à região. Com curadoria da RA_RO, os ofícios tradicionais ganham espaço através de demonstrações e atividades práticas que permitem acompanhar o trabalho dos artesãos e conhecer saberes transmitidos entre gerações.
A Rua dos Ofícios dá a conhecer profissões ligadas ao universo taurino, como fabricantes de arreios, alfaiates especializados em trajes de campino, cavaleiro e toureiro, ferradores e emboladores. Nas Hortas Regenerativas, a proposta é pôr as mãos na terra e explorar temas como agricultura regenerativa e biológica, agroecologia, compostagem, gestão eficiente da água e conservação de sementes tradicionais, com o apoio da Escola Superior Agrária de Santarém e da Vivid Farms.
A programação musical inclui os Três Bairros, que convidam Mafalda Veiga e Marco Rodrigues para o concerto de 25 de setembro, às 22h00. No dia 26, o Palco Raízes recebe a Orquestra Típica Escalabitana, às 14h00, e os Deixa Andar, às 22h00. O DJ Boinas atua à meia-noite em ambas as noites. A animação itinerante conta com as charangas Ruído à Portuguesa, Os Camisa Negras e das Fresquinhas. Os jogos tradicionais e os workshops completam a programação do festival, que dispõe também de zonas de piquenique e espaços de convívio nos jardins das Portas do Sol, com vista sobre o Tejo.
Corrida de beneficência na Ribeira de Santarém
Como atividade paralela, a II Grande Corrida de Toiros Raízes Vivas realiza-se no sábado, 26 de setembro, às 15h45, na Ribeira de Santarém. Por motivos de organização, a corrida foi transferida de São Bento para esta nova localização, mantendo-se no concelho de Santarém. Os bilhetes para a corrida custam 25€ para a bancada de sol e 30€ para a bancada de sombra, e podem ser adquiridos na 3cket. As modalidades que incluem o passe geral de dois dias do Festival Raízes Vivas custam, respetivamente, 30€ e 35€, e as receitas revertem para o Santuário do Santíssimo Milagre. A componente social estende-se à gastronomia do festival, com o valor das vendas dos pratos a reverter para a Associação Raízes Vivas, a Académica de Santarém e a Sociedade de Recreio e Educativa da Romeira.
O Festival Raízes Vivas integra a operação «Plano de Promoção Turística Alentejo-Ribatejo 2024-2026», apoiada pelo Alentejo 2030, pelo Portugal 2030 e pela União Europeia. Os Fundos Europeus Mais Próximos de Si.














