

Por João Maurício
Sportinguista me confesso, mas não sectário. Com alguma curiosidade, fui visitar o Museu do Benfica. Só tenho a dizer bem. Logo à entrada somos surpreendidos por uma exposição temporária sobre a construção do antigo Estádio da Luz. A figura cimeira dessa aventura foi o grande presidente Joaquim Ferreira Bogalho. Na exposição, era dado destaque a esse grande beneditense e afamado benfiquista.
O Museu do Benfica recorda factos, nomes que fizeram do clube um dos bastiões do desporto nacional. Com cerca de mil metros quadrados – três pisos – está organizado por áreas temáticas, onde a interatividade e a tecnologia estão presentes.
O Museu do S.L.B. tem cerca de 1000 troféus conquistados pelo clube e 30.000 mil peças que vão das chuteiras, bolas, equipamentos e muito mais. Aí, é feito um enquadramento histórico do Clube, encaixado com a história de Lisboa e do mundo, desde 1908, ano em que se fez a fusão do Sport Lisboa com o Sport Clube de Benfica, dando origem ao atual Sport Lisboa e Benfica. Essa contextualização leva-nos aos tempos das grandes catástrofes mundiais, através de fotografias e vídeos, passando pela era da ditadura em Portugal, cultura, teatro, música e literatura, ao longo destes anos. Tem uma parte exclusiva sobre todos os jogadores e treinadores estrangeiros, com os respetivos símbolos e camisolas que estiveram ao serviço do S.L.B..
Visitar o Museu do Benfica é entrar na “mística” da instituição desportiva e perceber o crescimento de um pequeno clube, fundado numa farmácia, em Belém.
Percorrer este espaço museológico é observar as glórias que projetaram o Benfica, como o ciclista José Maria Nicolau, grandes futebolistas como José Torres, José Águas ou António Simões. Eusébio também lá está, noutro patamar acima.
É dado destaque a outras modalidades onde a nação benfiquista chegou longe, por exemplo, o atletismo, o judo ou o hóquei em patins.















