Os trabalhadores da empresa Nobre, em Rio Maior, vão voltar à greve já amanhã e também na terça-feira, dias 4 e 5 de novembro, naquela que será a 16.ª paralisação por falta de resposta ao caderno reivindicativo, divulgou hoje o Sindicato dos Trabalhadores da Agricultura e das Indústrias de Alimentação (SINTAB).
Em comunicado, o Sintab informou que a paralisação “visa denunciar a falta de vontade da empresa para negociar o caderno reivindicativo dos trabalhadores, bem como a proposta medíocre apresentada, numa empresa certificada, com recurso a tecnologia de ponta e altos padrões de qualidade alimentar”.
Esta será, segundo o sindicato, a décima sexta greve feita, desde o ano passado, face à falta de acordo entre os trabalhadores e a administração da empresa que alegadamente recusa negociar o caderno reivindicativo.
Num comunicado a dar conta das razões da greve, o Sintab lembrou que “o caderno reivindicativo apresentado à empresa no início do ano” exigia “um aumento salarial de 150 euros, a valorização do subsídio de refeição e do trabalho noturno, a implementação de diuturnidades, direito a 25 dias de férias, e o fim do recurso à contratação precária, entre outras”.
Os trabalhadores em greve vão concentrar-se amanhã, a partir das 10h00, em frente à fábrica de Rio Maior, numa manifestação que contará com a presença de Tiago Oliveira Secretário-Geral da CGTP-IN e da Comissão Executiva da FESHAT.