
Por João Maurício
Sobre a História da Paróquia de Rio Maior está quase tudo por investigar. Deixo, aqui hoje, uma referência a um documento que fui encontrar no chamado “Arquivo da História Parlamentar”. Trata-se de um requerimento dos Moradores da Freguesia de Nossa Senhora da Conceição de Rio Maior, destinado às Cortes Constituintes (1821-1822).
O documento não está datado, mas aí se afirma que há muitos anos a terra não tinha igreja paroquial e que a prática religiosa nessa época era realizada numa pequena capela, já que a igreja paroquial havia sido demolida. Por isso, os moradores apelavam à construção de uma nova igreja, dentro da povoação e que a mesma deveria ter os ornatos e paramentos necessários. Mais afirmam os requerentes que o templo deveria ser edificado com os dízimos que “pertencem à comenda da Ordem de Avis de que desfruta o Marquês de Penalva”. O requerimento foi distribuído à Comissão Eclesiástica da Reforma, a 31 de julho de 1821.
A Comissão entendeu que a decisão final dependeria do plano da nova divisão das paróquias e da questão das côngruas. Como curiosidade, diremos que o documento tem quatro páginas. Refira-se, ainda, que os ornatos da igreja católica são: altar, tabernáculo, púlpito, bancos, cátedra, pia batismal e outros elementos decorativos como, flores, velas e os paramentos litúrgicos. A igreja católica riomaiorense, como em todo o país, sofreu rude golpe após a Implantação da República.
Ao ler um dia destes o livro António Oliveira Salazar – Manuel Gonçalves Cerejeira. Correspondência Política, (1928 – 1968), de Rita de Almeida Carvalho, encontrei um documento que tem como título “Estatística sobre Frequência das Catequeses no Patriarcado de Lisboa”. Aí, pode ler-se que o concelho de Rio Maior tinha 1099 crianças nas escolas e, apenas 90 frequentavam a catequese. Essa situação era generalizada. Citaremos as estatísticas dos concelhos vizinhos: Santarém: 3936/783; Caldas da Rainha: 1932/661; Alcobaça: 2812/543; Azambuja: 1114/170; Cadaval: 1107/341. Estes dados são de 1946.
Existem outras referências à História da Paróquia de Rio Maior, nomeadamente na obra “Documentação Crítica de Fátima (1917-1930)”, edição daquele Santuário. Ficará para outra altura essa análise.















