
Sob o mote “Abre a tua Porta”, desde o passado dia 25 de janeiro que a cidade de Braga abriu a porta ao mundo da arte e da cultura, assumindo o título de Capital Portuguesa da Cultura, com uma polifonia de vozes, suportes artísticos e interpretações históricas, perceptível na transversalidade dos criadores implicados.
Música (Maria João Pires) teatro (Tiago Rodrigues), dança (Meg Stuart/Francisco Camacho) ou Kim Gordon, Allisson Orr, integram o acontecimento, para o qual o artista riomaiorense Manoel Barbosa foi convidado para, com desenhos datados de 1973-74-75, participar na Exposição Somos Todos Capitães, com curadoria de Paulo Mendes, a inaugurar no próximo sábado, dia 26 de Abril pelas 15 horas e patente até 29 de Junho.
Somos todos Capitães , grande exposição de arte contemporânea (artes plásticas, cinema, instalação, vídeo, documentos, etc.) é um projecto transdisciplinar (…) convocando a memória colectiva social, política e cultural portuguesa e europeia da década de 1960 até à actualidade, e o momento que marca a transição de um regime ditatorial com 45 anos de pra um regime democrático e europeu.
Para além de Manoel Barbosa, integram esta exposição os artistas Alberto Carneiro, Álvaro Lapa, Ana Hatherly, António Areal, Clara Menéres, Eduardo Arroyo, Eduardo Batarda, Equipo Crónica, Ernesto de Sousa, Harum Farocki, Jimmie Durand, Joaquim Rodrigo, João Tabarra, João Vieira, Julião Sarmento, Kiluanji Kia Henda, Lourdes Castro, Manolo Millares, Mário Cesariny, Miguel Palma, Paula Rego, Pedro Cabrita Reis, Pedro Costa, Rui Simões, Maria Helena Vieira da Silva, e Yonamine.
De salientar, que Manoel Barbosa esteve no passado mês de março representado na exposição ABanque, na Galeria Appleton Square,em Lisboa.
Em 2005, Ricardo Vasconcelos, empresário e curador, desafiou artistas a criarem sobre bancos, o que quisessem, então exibidos no Espaço Mousse (design e moda), em Lisboa. Vinte anos depois, exibiu uma selecçao dos mesmos.
Alguns autores representados nesta surpreendente exposição: Ana Vidigal, Eduarda Abomdanza, Lidija Kolovrat, Manoel Barbosa, Manuel Alves/José Manuel Gonçalves, Manuel Graça Dias, Mário Cesariny, Miguel Vieira, Pedro Cabrita Reis, Sam Baron, Vasco Araújo, Yen Sung, ou Xana.
De referir também, que a 14 de Junho, Manoel Barbosa concretiza no Teatro Académico Gil Vicente, em Coimbra, a sua obra operática VLOORXM criada em 2024-25, para um Caleidoscópio Jorge Lima Barreto.
Jorge Lima Barreto (1949-2011), nome incontornável, marcante, na música e cultura portuguesa e internacional, para além de amigo durante 31 anos de M.Barbosa, criaram (com o mítico Telectu/JLB, Vítor Rua) espectáculos sonoros, multimedia e performativos apresetados por exemplo no Acarte-Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa (1986 e 1989) ou no Centre Georges Pompidou, Paris (1984).
VLOORXM (arte corporal, visual, sonora) é interpretada por M.Barbosa, pela performer e coreógrafa Vânia Rovisco e pelas interpretações sónicas de Nuno Veiga. Tem produção de André Quaresma e apoios do TAGV e LIPA.
É a segunda vez que Manoel Barbosa apresenta no TAGV um seu trabalho, o primeiro em 2018 no âmbito de uma semana dedicada também pela Universidade de Coimbra à sua obra performativa e plástica com conferências, debates, exposição, entrevista pública e espectáculo. Está previsto para o final deste ano o lançamento de um livro sobre a sua vida e trabalho, com extensa entrevista e textos de artistas, críticos e professores da Universidade Nova de Lisboa, Universidade de Coimbra e Tate Gallery, Londres.
Manoel Barbosa nasceu em 1951 em Rio Maior. Reside e trabalha em Lisboa, Nova Iorque e na cidade italiana de Como. Com vasta actividade no âmbito da pintura, performance arte, vídeo arte, instalação, tem exibido o seu trabalho em importantes museus, fundações, galerias, institutos, universidades, encontros, festivais, na Europa, América do Norte e do Sul, Ásia, África, como: Acarte/Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa; 5ème Symposim International d’Art Performance, Lyon; FIA’80-Foire International d’Art Contemporain, Grand Palais, Paris; ICA-Institute d’Art Contemporain, Londres; III Exposição de Artes Plásticas, Fundação C.Gulbenkian, Lisboa; XII Biennal International d’Art de Paris; Semaine International d’Art Performance, Galerie Diagonale, Paris; Deitch Parade, Nova Iorque; XV Bienal Internacional de Arte de São Paulo; 100 Years of Performance Art, PS1-Museum of Modern Art, Nova Iorque e Garage Gallery, Moscovo; Mudas-Museu de Arte Contemporânea da Madeira; Premier Festival International de Performance Art, Paris; Museu Colecção Berardo/Centro Cultural de Belém, Lisboa; Fundação de Serralves-Museu de Arte Contemporânea, Porto; Galeria Plataforma Revolver, Lisboa; Galeria Espaço Lusitano, Porto; Ciclo Manoel Barbosa (durante 1 semana) Universidade de Coimbra e Teatro Académico Gil Vicente, Coimbra; etc.
Vasta bibliografia sobre o seu trabalho. Representado em mostras antológicas e em mais de oitenta colecções públicas e privadas na América do Norte e do Sul, África, Ásia, Europa e Oceania.















