
Homem agrediu bombeiro da corporação de Mira de Aire com uma muleta
Lusa / Redação
Um bombeiro da corporação de Mira de Aire, no concelho de Porto de Mós, foi esta sexta-feira, 9 de janeiro, agredido por um popular quando prestava socorro num acidente rodoviário ocorrido naquele concelho do Distrito de Leiria, afirmou o comandante.
Hélder Gonçalves, comandante dos Voluntários de Mira de Aire, explicou que meios da corporação foram acionados para um acidente envolvendo um veículo pesado que tombou na Estrada Nacional 243, em Alvados, tendo um popular, “após ter sido alertado para se afastar do local, para os bombeiros fazerem o seu trabalho, dado com uma muleta num deles”.
“O bombeiro foi transportado para o hospital de Leiria com a suspeita de ter um traumatismo no nariz”, adiantou à agência Lusa Hélder Gonçalves.
Do acidente não resultaram feridos.
O acidente ocorreu pelas 14:15 e às 17:30 a estrada ainda estava cortada ao trânsito nos dois sentidos para remoção do camião e da carga, desperdícios de tecido, acrescentou Hélder Gonçalves.
Entretanto, a Fénix – Associação Nacional de Bombeiros e Agentes de Proteção Civil (ANBAPC) já condenou esta agressão “absolutamente inaceitável” contra um bombeiro que prestava cuidados a vítimas de um acidente rodoviário.
“Trata-se de um ato absolutamente inaceitável e condenável, que representa uma grave afronta, não apenas ao profissional agredido, mas a todos os bombeiros e agentes de proteção civil que, diariamente, colocam a sua integridade física e a sua vida ao serviço da comunidade”, refere a nota de repúdio da associação sobre a ocorrência no concelho de Porto de Mós.
Para a associação, os factos devem ser “rigorosamente apurados pelas autoridades competentes” e os agressores responsabilizados nos termos da lei.
Na nota, a Fénix manifestou total solidariedade com o bombeiro e desejou-lhe uma rápida e plena recuperação.
A Fénix sublinhou ainda que a violência contra quem salva vidas constitui um atentado aos valores fundamentais de civismo, respeito e solidariedade que devem reger a sociedade.















