
Por João Maurício
Foi publicado, recentemente, em Santarém, o livro “Celestino Graça – O Homem que disse Não à mediocridade”. Trata-se de uma obra escrita por uma equipa coordenada por Ludgero Mendes.
Livros como este, com pequenas edições, não aparecem nas grandes livrarias. São publicados localmente e têm difusão regional. Por isso, são difíceis de encontrar. Agradeço a quem teve a gentileza de me oferecer um exemplar.
Celestino Graça (1914-1975) teve uma vida curta (para os padrões atuais), mas rica e intensa. Foi um visionário e um bairrista a quem Santarém tanto deve! Grande defensor do folclore ribatejano e estudioso dos usos e costumes dessa região. Fundou vários agrupamentos culturais, nomeadamente o Grupo Académico de Danças Ribatejanas. A este ribatejano se deve a Criação do Festival Internacional de Folclore de Santarém, em 1953, e esteve ligado à construção da Praça de Touros de Santarém.
Impulsionador da Criação da Feira do Ribatejo, em 1954, a qual passou a chamar-se Feira Nacional de Agricultura, em 1964.
A obra profundamente ilustrada refere-se a este grande homem em termos muito elogiosos: “Um Homem genial”. “O grande homem de relações públicas que tinha a genialidade de tanto se entender com o mais modesto dos colaboradores como com a mais ilustre personalidade”. “Celestino Graça contribuiu decisivamente para a valorização da agricultura e da pecuária nacionais”. “Conhecer e conviver com Celestino Graças foi uma honra! O Grande arauto do nosso querido Ribatejo”.
Este livro vem perpetuar a memória de um homem, cuja personalidade vincada marcou quem o conheceu de perto.
















