
Concluída a época desportiva de 2026, o Diretor Desportivo do CRP Ribafria | Grupo Parapedra – MAF – Riomagic, Rui Medina, fez o balanço de mais um ano de competição, de trabalho, de sacrifício e, acima de tudo, de muita paixão pelo ciclismo.
“Partimos para esta época conscientes de que iríamos encontrar um cenário mais exigente. Os nossos adversários apresentavam-se mais fortes, reforçados e determinados em nos derrotar. Do nosso lado, tínhamos também pela frente um desafio importante, com uma profunda reestruturação da equipa: saíram quatro atletas e entraram cinco novos elementos. Sabíamos que a integração de novos atletas e a construção de novas rotinas, métodos e dinâmicas de trabalho nem sempre é um processo fácil. Ainda assim, acreditávamos que esta renovação poderia trazer novas forças à equipa e, simultaneamente, mexer com o pelotão”, conta Rui Medina, que acrescenta: “A nossa ambição manteve-se, desde o primeiro dia, exatamente a mesma: continuar a cimentar o estatuto do CRP Ribafria como uma das melhores equipas nacionais”.
No entender de Rui Medina, “não foi uma época perfeita”, referindo que “tínhamos objetivos muito bem definidos e alguns ficaram por concretizar. Falhámos a vitória em Almodôvar, a conquista da Taça de Portugal por equipas, a vitória na Volta ao Nordeste e o título de Campeão Nacional de Elites”.
Ainda assim, o diretor desportivo da formação beneditense revela que “apesar de não termos alcançado todos os objetivos traçados, estivemos sempre na luta, sempre na disputa e sempre com a determinação e ambição de vencer. Em Almodôvar terminámos no 7.º lugar da geral e no 3.º lugar coletivo. Na Taça de Portugal alcançámos o 2.º lugar coletivo, numa competição em que também conseguimos resultados individuais de grande relevância: uma vitória na categoria M40, o 2.º lugar em M45, o 3.º lugar em M35, o 3.º lugar em Elites e o 1.º lugar na categoria M70. Na Volta ao Nordeste terminámos no 2.º lugar geral e conquistámos a vitória coletiva, confirmando uma vez mais a nossa capacidade de trabalhar em equipa e de lutar pelos lugares cimeiros”.
Rui Medina, realça os Campeonatos Nacionais, “conseguimos resultados de enorme significado. Conquistámos o título de Campeão Nacional de Contrarrelógio Individual em M40 e o título de Campeão Nacional de Estrada em M40. Nos Elites alcançámos o título de Vice-Campeão Nacional e o 3.º lugar, enquanto em M45 conquistámos o 2.º lugar e em M70 alcançámos também o 2.º lugar”, realçando que “a nível regional, o CRP Ribafria voltou também a demonstrar a sua força. Conquistámos a Taça Regional de Setúbal e sagramo-nos Campeões Regionais de Elites pela associação de ciclismo de Santarém, acrescentando mais dois importantes títulos a uma época marcada por resultados de grande relevância, tanto a nível individual como coletivo”.
Para o responsável “estes resultados demonstram a qualidade e a competitividade dos nossos atletas e que permitiram ao CRP Ribafria estar uma vez mais entre os protagonistas do ciclismo nacional”.
No entender de Rui Medica a Volta à Madeira merece um destaque muito especial neste balanço da época, “foi, sem dúvida, um dos momentos mais marcantes de 2026 e uma das maiores demonstrações da força desta equipa. Das seis etapas disputadas, o CRP Ribrafia venceu cinco. Uma prestação extraordinária que nos permitiu conquistar a vitória final individual, a vitória coletiva e ainda vencer as classificações da montanha e dos pontos. Foi uma Volta à Madeira em que assumimos o protagonismo praticamente desde o início, demonstrando uma enorme capacidade de trabalho, controlo e entreajuda. Cada vitória individual teve por trás o esforço de toda a equipa, cada ataque teve uma resposta coletiva e cada momento de dificuldade foi ultrapassado em conjunto”, referindo que “vencer cinco das seis etapas, conquistar a classificação geral individual e coletiva e ainda triunfar nas classificações da montanha e dos pontos é um resultado que ficará marcado na história do CRP Ribafria”.
Para o diretor desportivo da equipa de ciclismo beneditense, “mais do que um conjunto de vitórias, foi uma demonstração daquilo que somos e daquilo em que acreditamos: uma equipa capaz de trabalhar em conjunto, de assumir responsabilidades e de lutar pela vitória do primeiro ao último quilómetro. Ao longo das 35 etapas disputadas na época, alcançámos 17 vitórias à geral e 8 segundos lugares. Coletivamente, somámos 19 vitórias, 5 segundos lugares e 3 terceiros lugares. São números que demonstram a consistência e a competitividade desta equipa e comprovam que estivemos constantemente na discussão das corridas e nos lugares de destaque”, realçando que “mais do que números, estes resultados representam muitas horas de treino, muitas viagens, muitas horas longe de casa, muito sofrimento e uma enorme dedicação de todos aqueles que fazem parte deste projeto”.
Rui Medina não esqueceu os agradecimentos, “quero destacar os nossos atletas, porque foram eles que, dentro da estrada, deram o corpo e a alma à camisola. Foram eles que, muitas vezes, abdicaram do conforto do lar, da família, dos amigos e dos momentos de lazer para treinar, viajar e competir. Fizeram sacrifícios que nem sempre são visíveis para quem está de fora. Treinaram quando outros descansavam, competiram quando outros se divertiam e sofreram quando seria muito mais fácil desistir. Tudo para que, naquele dia, naquela hora e naquele segundo, estivessem preparados para dar o melhor de si. A todos os nossos atletas, o meu profundo agradecimento”, frisou.
“Mas uma equipa não se faz apenas de quem compete. Por trás de cada vitória, de cada pódio e de cada resultado existe uma estrutura que trabalha, acompanha, apoia e está presente em todos os momentos. Quero, por isso, deixar uma palavra de profundo agradecimento aos meus colegas, Sérgio Serôdio e Bruno Silva, pelo compromisso, dedicação e disponibilidade demonstrados ao longo de toda a época”, destacou Rui Medina, que de seguida acrescentou: “Ao Sérgio Serôdio, em particular, quero deixar um reconhecimento muito especial pelo enorme trabalho desenvolvido, pela dedicação permanente à equipa e pela disponibilidade demonstrada ao longo de toda a época. O seu contributo, muitas vezes longe dos holofotes, foi fundamental para que a equipa pudesse enfrentar cada competição com organização, confiança e determinação. E há também quem, não tendo qualquer cargo oficial na estrutura, esteja permanentemente presente e seja parte integrante desta família. É o caso da Rita, esposa do Sérgio, a quem não poderia deixar de prestar o meu reconhecimento e agradecimento. Sempre disponível para ajudar, sempre presente quando a equipa precisa e muitas vezes envolvida nos pequenos e grandes detalhes que fazem a diferença, a Rita tem sido uma presença constante e uma verdadeira mais-valia para todos nós. Ao Sérgio, ao Bruno e à Rita, o meu muito obrigado por tudo aquilo que fizeram e continuam a fazer pela equipa”.
O responsável frisa também que “cada vitória que conquistámos ao longo da época não pertence apenas a quem levantou os braços na linha de meta. É o resultado do trabalho de uma equipa inteira, dentro e fora da estrada”, agradecendo por isso “aos sponsors e parceiros, cujo apoio é fundamental para a existência e crescimento deste projeto. Sem essa confiança seria impossível construir uma estrutura desta dimensão e proporcionar aos nossos atletas as condições necessárias para competir ao mais alto nível”.
“Temos consciência da responsabilidade que assumimos sempre que colocamos esta camisola na estrada. Por isso, procuramos retribuir essa confiança com trabalho, dedicação, resultados e com uma presença forte e credível das marcas que acreditam em nós. Também não podemos esquecer as famílias dos nossos atletas. São muitas as ausências, os fins de semana passados longe de casa, as viagens e os sacrifícios que o ciclismo exige. Por isso, a todos os familiares, deixamos também o nosso sincero agradecimento. Esta equipa também é vossa”, refere.
Por fim, Rui Medina frisa que “a época de 2026 terminou, mas o nosso trabalho não termina aqui. Enquanto fechamos este capítulo, já estamos a preparar o próximo. A época de 2027 começa a ser construída. Vamos continuar a trabalhar para sermos ainda mais fortes, mantendo aquilo que nos trouxe até aqui: raça, ambição, querer, determinação e, acima de tudo, a capacidade de acreditar. Porque no CRP Ribafria somos mais do que uma equipa. Somos uma família! Uma família que luta junta, que sofre junta, que celebra junta e que entra em cada corrida com a convicção de que é possível chegar mais longe”.
A concluir, o responsável garante que “em 2027, voltaremos à estrada com a mesma ambição de superar a época anterior e com a responsabilidade de continuar a dar aos nossos patrocinadores a maior visibilidade possível, honrando a confiança que depositam neste projeto. Podemos não ganhar todas as corridas. Podemos não concretizar todos os objetivos e sonhos. Mas há algo que nunca poderá faltar nesta equipa: a vontade de lutar até à linha de meta. Essa é a nossa identidade, essa é a nossa força. E é por isso que continuaremos a assumir, com orgulho, a nossa promessa”, salientando que “o nosso objetivo será sempre ganhar. Somos feitos de alma”, concluiu Rui Medina.















