

Por Joaquim Nazaré Gomes
No passado domingo, ouvi na TVI um pseudo-intelectual de barbas desvalorizar o 25 de Novembro, chegando mesmo a afirmar que nem existiu qualquer razão para esse dia ser assinalado.
Também criticou negativamente o livro “50 Vezes o 25 de Novembro”, mesmo sem o ter lido.
Para um dos comuns idiotas do povo, como eu, resta-me apenas não criticar um dos nossos pseudo-intelectuais. Quem sou eu?! Mas, como cidadão, faço algumas considerações ao intelectual clandestino comunista da era de Salazar.
Certamente que o homem das barbas não passou pelo chamado “Verão Quente”!
Não lhe ocuparam nenhuma herdade no Alentejo ou no Ribatejo, como aconteceu a centenas de proprietários!
Não lhe mataram um filho, como aconteceu a um agricultor de Coruche!
Não lhe ocuparam nenhuma empresa, como aconteceu a centenas de empresários!
Não fez parte do grupo de agricultores que, em Rio Maior, se opuseram à ocupação do seu Grémio da Lavoura, que os seus amigos pretendiam ocupar!
Não fez parte das centenas de agricultores que contestaram, por todo o país, a colectivização da terra que os seus amigos e aliados pretendiam levar a cabo em Portugal!
Certamente assistiu, no sofá, ao sofrimento dos que enfrentaram uma nacionalização bárbara, que destruiu a economia nacional, incluindo a comunicação social que hoje lhe dá a liberdade de poder dizer tantas imprecisões!
O senhor Barbas, tão democrata, não tem uma palavra a dizer desses tempos?!
Para terminar, receba um conselho de um velho que nasceu antes de si e que, como analfabeto perante a sua intelectualidade, lhe recomenda a lareira da Vila da Marmeleira.














