
A Feira da Golegã viveu ontem, dia 16 de outubro, mais um momento histórico, com a entrega oficial da placa que assinala a sua inscrição no Inventário Nacional do Património Cultural Imaterial, numa cerimónia realizada na Casa das Artes, no Porto, pelas mãos do Secretário de Estado da Cultura, Alberto Santos.
A cerimónia integrou as comemorações do Dia Internacional do Património Cultural Imaterial, reunindo representantes de diversas manifestações culturais reconhecidas em 2026 e celebrando a riqueza, a diversidade e a identidade do património vivo português.
A Feira Nacional do Cavalo esteve representada nesta cerimónia pelo Presidente da Câmara Municipal da Golegã e da Feira Nacional do Cavalo, António Camilo, pelo Vice-Presidente da Câmara Municipal da Golegã e Vogal da Feira Nacional do Cavalo, Diogo Rosa, pelo Vice-Presidente da Feira Nacional do Cavalo, José de Castro Canelas, e pelo Tesoureiro da Feira Nacional do Cavalo, Francisco Duarte.
Este reconhecimento, oficialmente publicado em Diário da República no passado dia 12 de outubro, representa um marco de enorme importância para a Golegã, para o Ribatejo e para a cultura portuguesa, valorizando uma tradição secular que tem no Cavalo, nas nossas gentes e na comunidade equestre a sua maior expressão.
“Com raízes na Feira de São Martinho, desde o século XVI, a Feira da Golegã, que integra atualmente a Feira Nacional do Cavalo e a Feira Internacional do Cavalo Lusitano, é muito mais do que um evento. É uma manifestação viva da nossa identidade, dos nossos costumes e dos saberes transmitidos de geração em geração”, realçou o Presidente da Câmara Municipal da Golegã, António Carlos Camilo.
Para o autarca goleganense “esta distinção pertence a todos aqueles que, ao longo de séculos, construíram, preservaram e engrandeceram a Feira da Golegã: criadores, cavaleiros, campinos, artesãos, comerciantes, visitantes e toda a comunidade que mantém viva esta tradição”, referindo que “a entrega desta placa simboliza não apenas o reconhecimento do nosso passado e da nossa história, mas também a responsabilidade coletiva de preservar, valorizar e projetar este património para as gerações futuras”.
A finalizar, António Carlos Camilo disse que “é passo importante na ambição de alcançar o reconhecimento da Feira da Golegã como Património Cultural Imaterial da Humanidade pela UNESCO. A Feira da Golegã é património de todos. Uma tradição que nos identifica, uma história que nos orgulha e um legado que queremos preservar!”, concluiu.















