
A Câmara Municipal de Santarém promoveu ontem, dia 21 de outubro, no Teatro Sá da Bandeira, a sessão “A Saúde Mental no Envelhecimento”. A iniciativa enquadrou-se nas Comemorações do Dia Mundial da Saúde Mental. A sessão de abertura esteve a cargo de Teresa Ferreira, Vereadora da Câmara Municipal de Santarém com o pelouro da saúde.
Na sua intervenção, Teresa Ferreira sublinhou que a saúde mental não tem idade e que o direito a viver com dignidade e qualidade de vida se mantém em todas as fases. A vereadora destacou que, ao falar de envelhecimento, é frequente focar apenas na saúde física, alertando que a dimensão emocional e psicológica das pessoas merece a mesma atenção.
“Falar de envelhecimento saudável não pode significar apenas acrescentar anos à vida. Temos de procurar acrescentar vida aos anos”, afirmou a autarca, defendendo a importância de assegurar a autonomia e combater o isolamento ou a ausência de apoio. Teresa Ferreira reforçou o papel do município na construção de territórios mais inclusivos e alertou para a importância de combater o idadismo, sublinhando que as pessoas mais velhas não são apenas destinatárias de cuidados, mas sim cidadãos com percursos de vida e muito para continuar a dar à sociedade.
O programa do evento, cuja moderação foi assumida por Ana Silva, Enfermeira da ULS Lezíria, explorou três pilares essenciais para o envelhecimento saudável: o Auto Cuidado: Abordado através do tema “Promoção da Saúde Mental no Envelhecimento”, apresentado por Maria Geada Vieira, Neuropsicóloga da ULS Lezíria; o Exercício Físico: Com o tema “O Movimento como aliado da saúde mental”, a cargo de Marcia Vilela, Técnica de Desporto da Viver Santarém; EM; e a Literacia em Saúde: Focando a “Adesão à Terapêutica”, com a intervenção de Sofia Pinto, da Associação Dignitude.
Segundo a vereadora, estas três dimensões são complementares e mostram que a promoção da saúde mental exige uma abordagem integrada entre cuidados de saúde, ação social e relações humanas.
A intervenção de abertura concluiu-se com um apelo à prevenção e ao fim do estigma: “Queremos uma comunidade em que a saúde mental seja falada sem preconceitos e em que pedir ajuda seja um sinal de confiança, não de fraqueza”. A sessão contou com o apoio e parceria de diversas entidades, como a ULS Lezíria, a Associação Dignitude, a Farpa e a r.INseRIR.














