
Por João Maurício
O Comércio & Notícias noticiou a morte do 4º Marquês de Rio Maior, Engenheiro João Vicente Saldanha de Oliveira e Sousa.
Tenho de memória a entrevista concedida pelo Marquês a uma publicação de cujo nome já não me recordo. Aí, refere-se à sua presença nas comemorações dos 150 anos da elevação de Rio Maior a concelho. Diz não ter propriedades neste concelho mas afirma que Rio Maior é uma terra simpática e faz referência a Silvino Sequeira como “um amigo”.
Não conheci pessoalmente o Marquês mas há muitos anos falei muitas vezes com um seu colaborador próximo que me falou da biografia do Engenheiro João Vicente e da sua ligação à nossa região. Foi professor da Escola Superior Agrária de Santarém.
Explorou durante anos a grande propriedade agrícola de família – a Quinta de Vale de Ventos, na vizinha freguesia de Turquel. Foi investigador da Estação Agronómica Nacional.
Em 1959, o Professor Joaquim Vieira Natividade convidou-o para integrar o projeto do Empreendimento da Fruticultura do II Plano de Fomento, tendo por base Alcobaça. Foi, aí, precisamente, que em 1960 nasceu a sua filha mais velha, Maria Luísa. Esteve na “linha da frente” da implementação de inúmeros pomares de pera rocha e maçã, quer no Ribatejo, quer na região Oeste. Dirigiu a Estação Nacional de Fruticultura em Alcobaça, entre 1988 e 1994. Foi agricultor no concelho da Golegã e criador de toiros de lide.
Era um monárquico convicto. Como os seus antecedentes, teve a sua vida ligada a S. Martinho do Porto, onde chegou a viver.
Há mais de um século que os Saldanhas – Condes e Marqueses – de Rio Maior têm ligação a S. Martinho. Por exemplo, o 2º Marquês contribuiu financeiramente, e muito, para a instalação da Central e da Rede Elétrica, em 1928, naquela bela praia.
Recordamos ainda que o 2º Marquês de Rio Maior (1878-1970) colaborou no Jornal “O Riomaiorense”.















