
Por João Maurício
Para uns, a construção da linha ferroviária de Alta Velocidade é um sinal de progresso que aposta na modernidade; para outros, é um projeto sem sentido.
A Câmara de Pombal fala em “prejuízos inaceitáveis”. O Município de Porto de Mós rejeita as duas propostas de traçado e avança com uma outra alternativa. Há quem fale no interesse nacional e outros dizem que o “Alta Velocidade” não é uma opção prioritária para um país pobre, como é o nosso caso.
Em Leiria, a contestação não é um grande problema, já que este município vai ser beneficiado: Lisboa ficará a 36 minutos. Trará, possivelmente para a cidade do Lis, a sede da terceira Área Metropolitana do País.
A Câmara de Alcobaça diz que vão demolir 40 casas no concelho e afirma que a proposta B é a menos prejudicial. Diz-se que os comboios de alta velocidade vão beneficiar o turismo e a circulação de pessoas e que não é poluente. Na Benedita, a contestação parece ser elevada.
Fala-se, também, das desvantagens nomeadamente o ruído, as desapropriações de terrenos e casas de primeira habitação. O cidadão comum, como é o meu caso, fica baralhado. Os técnicos são demasiado dogmáticos e usam uma linguagem hermética. Os inquéritos feitos, junto do chamado “povo”, dizem que há uma enorme falta de informação.
É estranho, quando se fala tanto em comunicação!
Em Rio Maior, o traçado vai passar no extremo oeste do concelho e, talvez, afete algumas pequenas aldeias. Os detalhes da linha vindos a público, não permitem, contudo, fazer uma leitura profunda. As vantagens para a nossa região não são visíveis, pois ficamos entre duas estações: Lisboa e Leiria.
A certeza é que o processo é imparável. Com o trajeto A ou com o B, o Alta Velocidade vai avançar. Este tipo de transporte já existe em muitos países europeus: Espanha, França, Alemanha, Itália e por aí fora. Até nos antigos países comunistas, como a República Checa, o processo está a avançar.
Por isso, não há volta a dar! Quem pensar doutra maneira ou é lírico ou anda muito distraído.
















