
Por João Maurício
O PISA – Programa Internacional de Avaliação de Alunos, revelou agora os resultados referentes a 2025.
No caso Português, a situação é preocupante, já que há um retrocesso na questão da aquisição de competências por parte dos alunos. As críticas a esta realidade vão surgindo de vários quadrantes, alguns com opiniões divergentes, mas há um ponto comum entre eles: não estamos bem, longe disso, nesta área. Foram avaliados jovens de 15 anos, num total de 6.945 alunos de 225 escolas portuguesas.
O problema não é novo, mas a verdade é que aumentou muito o número dos nossos alunos com conhecimentos abaixo do nível mínimo de proficiência. De facto, a situação é grave, nomeadamente nas áreas da Matemática e da Leitura. Enquanto País, um dos poucos recursos que temos, ou deveríamos ter, é o chamado “capital humano”. Se assim não for, a nossa caminhada rumo ao progresso, não irá acontecer.
Portugal apresenta o pior desempenho dos alunos nos últimos 20 anos. Haverá muitas razões para termos chegado a este ponto. Uma delas será a falta de professores. Na Europa, apenas a Bélgica, a Estónia e Países Baixos apresentam pior situação. Este assunto merece uma reflexão e um debate longo e sério.
António Carlos Cortez, professor universitário, publicou um interessante texto sobre o tema, na revista Visão (17 de setembro). Transcrevemos um pequeno extrato: “Qualquer estratégia nacional para a educação será infrutífera se continuarmos a defender que educar e formar é possível num país onde não se lê, onde a televisão estupidifica, onde não se compram jornais”. Dá que pensar!
Terminamos com uma pequena parte do artigo “Para lá dos números do PISA”, publicado no jornal Região de Leiria, de 24 de setembro. A autora é Inês Silva, professora beneditense a trabalhar no estrangeiro e antiga vereadora da Câmara Municipal de Alcobaça, com o pelouro da educação. Cito: “Acompanhei ao longo de duas décadas de docência, uma evolução no plano material: melhores espaços escolares, transportes eficientes, recursos gratuitos e apoio por técnicas especializadas. No entanto, em paralelo com este processo infraestrutural assisti a uma gradual perda do nível de exigência”.
À margem da temática do PISA, mas dentro da área educativa, chamo a atenção para a falta de cultura geral que “campeia” entre uma franja elevada de alunos do ensino superior. Mas essa é outra questão. Basta ver os concursos televisivos.















