
Por João Maurício
Vai nascer brevemente a Universidade de Leiria e Oeste. Trata-se do concluir de uma grande luta. No II congresso do Distrito de Leiria e Alta Estremadura realizado em 19, 20 e 21 de maio de 1995, José Manuel Silva apresentou um elaborado trabalho com o título “Contributos para a definição de uma política de expansão do Ensino Superior no Distrito”. Como curiosidade diremos que o Professor José Manuel Silva foi presidente da Escola Superior de Educação de Leiria e veio a Rio Maior para proferir uma palestra no Dia do Professor, há já alguns anos.
A nova universidade será a transformação do Instituto Politécnico de Leiria. Esta realidade tem a ver com as linhas gerais do “Portugal Transformação Recuperação e Resiliência”. O pedido de criação desta nova estrutura do ensino superior tinha sido formalizado em abril de 2025, com a alegação de que essa transformação iria constituir “uma evolução com fortes impactos positivos no desenvolvimento socioeconómico e na competitividade” da região, tendo como base o peso económico e populacional do território de Leiria e Oeste. A nova estrutura de ensino superior tem por objetivo a retenção de talentos. A designação “Universidade de Leiria e Oeste” tem por base a abrangência do respetivo Instituto Politécnico que já se encontra implantado em sete localizações desta área, desde Pombal até Torres Vedras. Recordar que o Politécnico de Leiria tem cinco escolas superiores em Leiria, Caldas da Rainha e Peniche. Conta com 14.000 alunos, dos quais 1500 são estrangeiros. Tem 46 licenciaturas, 4 programas doutorais e 500 docentes.
Os idealistas que tanto lutaram para que o sonho se tornasse realidade já pensam no passo em frente com a criação de cursos de Medicina, Arquitetura e Economia, em Leiria.
No que diz respeito ao Oeste, esta é uma excelente notícia que o irá projetar como uma referência para o País.
















