
Por João Maurício
Passou recentemente nos ecrãs de poucos cinemas a primeira parte da biografia do General De Gaulle. Falta, agora, a segunda parte que vai sair em breve.
No total, são cinco horas e meia de “história pura e dura”, sem filtros. O percurso de um grande homem. O general teve uma nobre missão: convencer o mundo de que a França jamais se renderia.
Os críticos de cinema não valorizaram o filme: o costume!
É de lamentar!
De Gaulle deixou o seu país, rumou a Londres, mas sempre de cabeça erguida. Lentamente foi vencendo barreiras e acabou por se tornar a figura cimeira da resistência, após a invasão nazi. Infelizmente, entre as novas gerações, poucos são os que se lembram de ouvir falar de Charles De Gaulle. Foi o homem que enfrentou Hitler.
Durante muito tempo foi um homem só e, por isso, teve de travar uma enorme luta pelo seu moribundo país. De Gaulle não tinha ninguém consigo, nenhum político, não tinha armas, apenas um militar, um subalterno que nunca deixou de acreditar que tudo era possível. A seu lado, apenas o movimento da resistência que lutava contra a presença alemã e a determinação e o zero medo que o caraterizavam.
O contexto histórico é outro, mas a verdade é que na atual Europa, líderes destes não existem.
Um filme que nos diz que não há nada que aumente mais a autoridade do que o silêncio. Vivemos hoje numa sociedade onde a palavra “maioria” tem um grande peso, mas por vezes, basta uma voz que se faça ouvir para impor a razão. O general era essa voz. Um homem de pausas e silêncios.
Hoje, o que se vê e ouve por aí, em muitos políticos, é um palavreado oco. De Gaulle era um homem austero, pensativo, forte, mas com um talento político raro e certeiro. Uma das maiores figuras que a França já teve e que o tempo não consegue apagar!















