
A Unidade Local de Saúde da Lezíria (ULS Lezíria) participou, no dia 23 de junho, na conferência-debate “Caminhos de Consenso e Compromisso para a Saúde em Portugal”, promovida pelo Conselho Nacional de Saúde (CNS). A iniciativa decorreu no Auditório da Escola Superior de Saúde de Santarém e reuniu representantes de diversas instituições para debater os desafios atuais do setor e refletir sobre o futuro do sistema de saúde português.
A conferência integrou um ciclo de sessões descentralizadas promovidas pelo CNS no âmbito da consulta pública do documento estratégico “Caminhos de Consenso e Compromisso para a Saúde em Portugal”. Após a sessão inaugural, realizada em Faro, Santarém acolheu a segunda etapa desta iniciativa, que percorrerá várias regiões do país com o objetivo de promover a participação de cidadãos, profissionais e instituições na construção de propostas para o futuro da saúde em Portugal.
A sessão de abertura contou com as intervenções do presidente do Instituto Politécnico de Santarém, João Moutão; da vice-presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) Lisboa e Vale do Tejo para a área da Saúde, Anabela Barata; do presidente do Conselho de Administração da ULS Lezíria, Pedro Marques; da diretora do Centro Distrital de Santarém do Instituto da Segurança Social, Paula Carloto de Castro; do presidente da Comunidade Intermunicipal da Lezíria do Tejo, João Teixeira Leite; e do presidente do Conselho Nacional de Saúde, Vítor Ramos.
Na sua intervenção, o presidente do Conselho de Administração da ULS Lezíria, Pedro Marques, sublinhou a importância da construção de consensos e compromissos para responder aos desafios atuais da saúde, destacando que o documento em discussão aborda áreas fundamentais como a qualidade, a segurança e a efetividade dos cuidados, bem como a necessidade de atuar sobre os determinantes da saúde através de uma maior articulação entre diferentes setores. Neste contexto, evidenciou o conceito de “Uma Só Saúde”, que integra as dimensões da saúde humana, animal e ambiental, defendendo uma abordagem colaborativa entre áreas como a saúde, a veterinária, o ambiente e o ordenamento do território.
Pedro Marques destacou ainda o compromisso da ULS Lezíria com a melhoria contínua dos cuidados de saúde prestados à população, sublinhando o investimento realizado na qualificação das infraestruturas, equipamentos e recursos humanos, com o objetivo de reforçar a capacidade de resposta às necessidades da comunidade. Neste contexto, referiu a recente integração de nove médicos de família, medida que permitirá alargar a cobertura assistencial e atribuir médico de família a cerca de 14 mil utentes.
Após a abertura, o programa prosseguiu com o painel subordinado ao tema “O documento CNS em consulta pública e apreciações institucionais”, moderado pelo conselheiro do CNS e Bastonário da Ordem dos Fisioterapeutas, António Lopes, que efetuou uma breve apresentação do documento em discussão pública.
Seguiu-se a intervenção de Raquel Trindade, da CCDR Lisboa e Vale do Tejo, que apresentou as “Perspetiva da CCDR Lisboa e Vale do Tejo – Estratégias colaborativas para fortalecer o sistema de Saúde”, bem como as apreciações institucionais dos restantes representantes presentes.
A conferência terminou com um momento de debate aberto, moderado pela vice-presidente do Conselho Nacional de Saúde, Lucília Nunes. O encerramento esteve a cargo do presidente do CNS, Vítor Ramos, que teceu as considerações finais da sessão.
















