
A Fundação Mendes Gonçalves (FMG) entregou, na passada quarta-feira, os certificados de conclusão de formação às 12 participantes que concluíram com sucesso o curso desta primeira edição do projeto-piloto “Cuidar em Rede”. A iniciativa visa qualificar e valorizar a educação e o cuidado na primeira infância, promovendo um modelo de proximidade e de apoio às crianças dos 0 aos 3 anos.
O curso, de frequência gratuita, foi desenvolvido em parceria com a Fundação Aga Khan Portugal e o Centro de Emprego e Formação Profissional de Santarém – IEFP Santarém. Incluiu uma componente teórica de 150 horas em formato presencial, complementada por 120 horas de formação prática em creches dos municípios envolvidos. O grupo incluiu residentes sobretudo na região do Médio Tejo, com destaque para os concelhos da Chamusca, Golegã e Torres Novas.
Das 12 formandas que concluíram o curso, 6 vão iniciar de imediato o processo de licenciamento para abertura de atividade, contando, para o efeito, com o apoio da Fundação Mendes Gonçalves e de diversas entidades parceiras para equipar os seus domicílios, onde irão desempenhar funções.
A formação permitiu às participantes adquirir conhecimentos fundamentais sobre a atividade profissional de ama, o desenvolvimento infantil, saúde, nutrição e regras básicas de segurança e higiene, planeamento de atividades promotoras de desenvolvimento e identificação de necessidades específicas das crianças.
O “Cuidar em Rede” quer demonstrar que cuidar é também educar, e que investir na primeira infância é investir no futuro das comunidades. Através da criação de uma rede de entreajuda – entre profissionais, entidades e parceiros – o projeto pretende formar amas capacitadas e reconhecidas, criar condições para a supervisão pedagógica de amas e a partilha de práticas. Tem ainda como objetivo sensibilizar a comunidade para a importância social e educativa do trabalho das amas. A iniciativa aposta ainda na criação de uma rede colaborativa entre amas, creches e técnicos, promovendo um modelo integrado de cuidado e educação na primeira infância.
De acordo com a Carta Social – Cobertura e utilização de respostas para a 1.ª infância e a Carta Social – Equipamentos de Creche, divulgados em 2025, a taxa de cobertura – rácio do número de vagas em creche pelo número total crianças entre os 0 e os 3 anos – era baixa em todos os concelhos da região e especialmente baixa na Golegã, na Chamusca e no Entroncamento, reforçando a necessidade de aposta de soluções nestes concelhos.
















