
Por João Maurício
Brevemente, vai ser inaugurada a Escola-Museu D. José Policarpo. Este novo espaço museológico situar-se-á na antiga Escola Primária de Frei Domingos, na freguesia da Benedita já perto do limite com o concelho de Rio Maior. Recordamos que esta grande figura da igreja portuguesa frequentou parte do ensino primário naquela escola.
D. José Policarpo teve sempre uma forte ligação à Benedita, de onde era natural a sua mãe.
Intelectualmente superior, nasceu em 1936 e faleceu em 2014. Tinha um doutoramento em Teologia pela Universidade Gregoriana de Roma.
Foi ordenado padre em 1961 e reitor da Universidade Católica e do Seminário dos Olivais. Participou nos conclaves que elegeram o Papa Bento XVI e o Papa Francisco. Foi Bispo Auxiliar de Lisboa, nomeado Patriarca em 1998 e Cardeal a partir de 2001.
A sua tese de doutoramento é um interessante trabalho sobre o Concílio Vaticano II. Foi, ainda, autor de vasta bibliografia sobre temática religiosa.
Alvorninha, a sua terra natal, homenageou-o, recentemente, com a inauguração de um busto, tendo a cerimónia contado com a presença do Patriarca de Lisboa, D. Rui Valério, do Cardeal Emérito D. Manuel Clemente e dos presidentes da Câmara Municipal das Caldas da Rainha e da Assembleia Municipal.
Na Benedita, já enquanto Bispo, era fácil encontrá-lo, sempre discreto e reservado: no café, no barbeiro, na loja dos jornais. Era um sportinguista convicto.
D. Policarpo era um prelado aberto a novos caminhos dentro da igreja, senhor de uma grande humanidade e defensor de uma forte ligação entre a fé e a cultura.
Chegou a existir na sede do seu concelho – Caldas da Rainha – um polo da Universidade Católica. D. José tentou transformá-lo numa grande instituição universitária do Oeste. Vicissitudes várias não o permitiram.
A inauguração do novo museu é, no fundo, uma homenagem que a Benedita lhe quer prestar, para que a memória não se perca.
















