
Por André Gomes (António Madrugada)
Prezados leitores,
Daqui vos escreve André Gomes, um escritor nascido nas Caldas da Rainha.
Em 2017, emigrei para a Bulgária e desde então tenho vivido em Sófia, a capital.
Mas como emigrante, a minha vida não foi assim tão fácil como eu pensava. Garanto que passei as passas do Algarve em alguns momentos que me moldaram a ser melhor pessoa e a compreender melhor a minha posição no mundo.
Na minha vida pessoal, sonho em trabalhar e colaborar com realizadores de filmes e teatro.
No dia cinco de julho uma etapa do meu trabalho e sonho tornou-se realidade e no dia 5 de Julho deste ano, finalmente apresentei a minha peça de teatro “Sem Brilho” aqui em Sofia pela companhia de teatro Sfumato. Eu partilhei a minha experiência com a RTP com o programa e podcast “Portugueses no Mundo” e anteriormente também com o projeto “Apanhados na Rede”.
Mais recentemente, reuni-me com um realizador Búlgaro que criou projetos como “Insert Coin” um projecto interactivo à base das máquinas Arcane onde se coloca a moeda e se obtém créditos para jogar.
Reuni-me com o diretor artístico e discutimos a melhor forma de filmar a história “Cardboard Dream” ou Sonho de Cartão, uma história curta escrita à base de um sonho surreal que eu tive quando era criança e que me marcou muito, para sempre. Se o projeto for em frente, a curta metragem será um thriller psicológico que brinca com a mente do espectador. E também surreal com uma mensagem: que nem todos os que nos conhecem são as melhores pessoas para confiar as nossas rotinas ou até pequenos segredos. E no fim, saímos queimados. Tudo isto num loop – a repetição eterna ao qual não há saída.
As minhas grandes “musas” e ajudaram consolidar a minha mente sobre o meu estilo de escrita são os projetos “Black Mirror”, “Love Death + Robots”, “Oats” “Rebel Moon I e II (Director’s Cut) e “Star Trek”. Por isso, sonho tornar-me num roteirista e trabalhar com grandes nomes nacionais e internacionais, ao qual, uma parte desse processo já está em marcha.
Escrevo este artigo para inspirar os leitores deste jornal a lutar pelos vossos sonhos. Eu uso as palavras como motto constantemente para me guiar e para acreditar que tudo é possível, se lutamos.
“Fortuna Favet Fortubus” ou a “Audácia favorece os fortes” e também acredito na resistência, resiliência, persistência, adaptação e paixão por aquilo que se cria.
Agora que a porta se abriu, é continuar a acreditar e a lutar, até que nas voltas da vida tudo o que sonhamos, mesmo nos sonhos mais impossíveis ou selvagens, se realizem. Temos que acreditar.
Por isso, acreditem e criem a uma opus (obra) que inspire todos à vossa volta.
















