
Por João Maurício
António Rodrigues publicou, recentemente, um livro intitulado “A História de Portugal e de Torres Novas – Contada aos nossos netos”.
Antes de tudo, diremos que o título é demasiado longo e, talvez por isso, um pouco confuso.
Rodrigues foi presidente da Câmara Municipal de Torres Novas (1994-2013) e é licenciado em História. A obra faz um percurso pela nossa História, à qual dedica cinco capítulos, os quais estão escritos com rigor histórico. Mas o mérito do livro não é esse. A importância deste trabalho são as últimas cinquenta páginas, onde o autor faz um estudo do concelho ribatejano. Referencio a questão religiosa, em termos de edifícios daquele município. Entre as igrejas torrejanas destaco a de Santiago, São Pedro, Nossa Senhora do Carmo, a de Santo António e a da Misericórdia.
António Rodrigues enumera, também, as datas mais importantes do município: 1184 – Invasão Árabe do concelho; 1304 – D. Dinis doa a Vila de Torres Novas à Rainha D. Isabel; 1438 – As Cortes do Reino em Torres Novas; 1559 – Começo da Feira de S. Gregório, conhecida por Feira de Março; 1824 – Fundação da Fábrica de Papel “Irmãos Ardisson”; 1942 – Inauguração do Quartel dos Bombeiros Voluntários; 1868 – Instalação do Regimento de Cavalaria; 1969 – Inauguração do Estádio Municipal.
O livro publica breves biografias de torrejanos ilustres. Cito, apenas, alguns nomes: Andrade Corvo (ministro do governo de Fontes Pereira de Melo); Maria Lamas – escritora; General Vassalo e Silva, último governador geral do Estado Português da Índia; General Humberto Delgado, oposicionista do Estado Novo; António Alves Vieira, antigo presidente de Câmara.
Esta obra é mais um estudo que nos ajuda a compreender melhor o passado de Torres Novas. Vem na linha de outros trabalhos publicados, nomeadamente, por Artur Gonçalves, Joaquim Rodrigues Bicho e João Carlos Lopes.















